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Amorim também é alvo em mais uma das fases da Lama Asfáltica

Empresário está em todas, já passou até do nível 'música no Fantástico'

14 NOV 2017
Liziane Berrocal
10h38min

Sempre presente nas operações da Polícia Federal o empresário João Amorim não ficou de fora dessa vez. O dono da Proteco Ltda. também está entre os que tiveram mandado de busca e apreensão cumpridos pela PF. Segundo as informações preliminares o advogado dele Benedicto de Figueiredo negou a prisão.

Amorim é suspeito de participar de esquema de desvio de verbas públicas por meio de licitações direcionadas. Amorim foi apontado como um dos chefes do esquema de desvios. Ele também já havia sido preso durante a operação Coffee Break por suspeita de arquitetar um esquema para cassar o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal (PP). 

Papiros de Lama

Além das prisões, foram cumpridos pela Polícia Federal seis mandados de condução coercitiva, 24 de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP), com a participação de mais de 300 Policiais Federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal.

Os prejuízos causados pela Organização Criminosa ao erário, levando em consideração as fraudes e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa passam dos R$ 235 milhões. O cálculo é da própria PF.

Conforme informações oficiais da Polícia Federal, a investigação tem como objetivo desbaratar Organização Criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos elaborados de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

Esta nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas e, ainda, corroborados por depoimentos de colaboradores, os quais participaram do esquema delituoso. Este arcabouço probatório permitiu ratificar a linha investigativa adotada pela Força Tarefa acerca do modo de atuação da Organização Criminosa.

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