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Amorim, Cance, Baird e mais três são alvos de condução coercitiva da PF

Polícia Federal desencadeou Operação Papiros de Lama

14 NOV 2017
Airton Raes
13h03min
Foto: Wesley Ortiz

Além das prisões preventivas, a Polícia Federal realizou seis conduções coercitivas durante a Operação Papiros de Lama, quinta fase da Operação Lama Asfáltica, nesta terça-feira, 14 de novembro em Campo Grande.

Foram levados para depoimentos o ex-secretário estadual de Fazenda André Luiz Cance, o empresário João Amorim, o sócio da empresa Itel, João Baird, o sócio proprietário da Gráfica Alvorada Mirched Jafar Jr, Antonio Cortez e João Mauricio Cance.

Além das coercitivas, foram cumpridos duas prisões preventivas, duas temporárias e 24 de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP), com a participação de mais de 300 Policiais Federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal.

Os prejuízos causados pela Organização Criminosa ao erário, levando em consideração as fraudes e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa, passam dos R$ 235 milhões. O cálculo é da própria PF.

Conforme informações oficiais da Polícia Federal, a investigação tem como objetivo desbaratar Organização Criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos elaborados de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

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