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Angustiada e chorosa, suspeita se alega inocente na morte de ex-superintendente em motel

Juiz não descarta delação premiada de Fernanda para desvendar se há mais pessoas envolvidas

12 FEV 2019
Amanda Amaral e Nathalia Pelzl
16h52min
Foto: Reprodução/Facebook

A 2ª Vara do Tribunal do Júri recebeu os primeiros depoimentos sobre a morte de Daniel Nantes Abuchaim, aos 46 anos, em 19 de novembro em Campo Grande. O corpo do ex-superintendente na gestão de André Puccinelli (MDB) foi encontrado enrolado em uma toalha no Jardim Veraneio e principal suspeita do crime é Fernanda Aparecida da Silva Sylverio, 28 anos.

As testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz Aloísio Pereira dos Santos, sob a presença de Fernanda, que permaneceu todo o tempo abalada. Em alguns momentos, ela chegou a interferir no depoimento das testemunhas para se defender.

Uma das testemunhas, investigador que colaborou desde o início com a disponibilização imagens de câmeras de segurança, reforçou que Fernanda foi na casa dele, 12h40, entraram juntos e saíram acompanhados sentido Tiradentes, onde fica o motel, onde chegam minutos depois, o que parece que teriam ido direto de comum acordo.

Câmeras de segurança registram os vítima e suspeita antes do crime. (Imagem: Divulgação)

Eles ficaram no motel por aproximadamente 30 minutos, no entanto, ao chegarem e sairem do local, ninguém notou se havia uma terceira pessoa no veículo. Investigadores destacaram a falta de coerência e o visível medo da acusada, o que pode indica a participação de outras pessoas. Ela afirma que estava no local, mas nega a todo momento a autoria da morte.

A quarta testemunha, do Goe (Grupo de Operações Especiais), foi uma das primeiras pessoas a chegarem ao local do crime, afirma que a toalha já indicava que se tratava de uma pista de que a morte poderia ter ocorrido em um motel. Os pés da vítima também estavam enrugados.

Outro investigador ouvido disse que a mulher falta com a verdade a todo tempo e que em curto período, teria afirmado três versões, cada uma com um cenário. 

Delação

Ao fim das oitivas, que também contaram com as versões de funcionários do motel, o juiz Aloísio dos Santos afirmou não descartar a possibilidade de firmar delação premiada com a principal suspeita. Isso porque alguns pontos do caso ainda não fecham e há indícios de que outras pessoas possam ter participado do crime.

No dia 11 de março, testemunhas de defesa serão ouvidas.


 

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