bortollos
lalu kids
(67) 99826-0686

Caso Adriano: delegados 'fogem' e escondem informações da reconstuição de assassinato

Polícia 'deu o balão' em toda a imprensa regional

11 JAN 2017
Dany Nascimento
09h31min
Foto: Geovanni Gomes

Após confrontar depoimentos durante reconstituição do crime que vitimou o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, realizada desde a madrugada na Capital, delegados, policiais e peritos deixaram o local sem se pronunciar sobre o caso, dificultando o trabalho da imprensa. Os jornalistas tentaram dialogar com o delegado Fabiano Nagata, Fábio Peró e Daniela Kades, mas todos adentraram nos veículos e não se pronunciaram sobre o ocorrido.

A avenida Ernesto Geisel começou a ser interditada por volta das 4h40 e o autor do crime,  Ricardo Su Moon, 46 anos, só foi visto no local por volta das 7h30, já que diversos policiais ficaram ao redor do acusado, dificultando a visualização do PRF durante a simulação do crime.

Durante quatro horas, os policiais permaneceram no local e confrontaram a versão dos fatos do amigo do empresário morto, Agnaldo Espinosa da Silva, 48 anos, e de Ricardo. Na primeira parte da reconstituição, os policiais fizeram um cerco e não foi possível perceber a presença do autor do crime no cruzamento da Avenida Ernesto Geisel, com a Pimenta Bueno, onde no dia do crime, Ricardo teria sido fechado pela caminhonete de Adriano.

Ricardo foi visto no cruzamento da Avenida Ernesto Geisel, com a Rua 26 de agosto, usando colete à prova de balas, camisa roxa e sem capuz (tradicionalmente usado nesses casos),onde as cenas foram realizadas diversas vezes e foi possível perceber o confronto de depoimentos. De início, a polícia ouviu o acusado, que se movimentava dentro e fora do veículo, demonstrando que jogou a Mitsubishi na frente do veículo do empresário no semáforo, desceu do carro e entrou na frente do carro de Adriano.

Após a explicação do assassinato feita pelo acusado, a polícia ouviu a versão de Agnaldo, que se movimentou diversas vezes próximo do carro, apontando fatos. Os peritos não realizaram a simulação do caso no momento em que Adriano colidiu a caminhonete em um poste e finalizou a reconstituição na Avenida Ernesto Geisel, com a Rua 26 de agosto.

Os jornalistas foram impedidos de ficar próximo do local, aguardando as autoridades após os bloqueios na região, mas nenhum delegado explicou a simulação do ocorrido.

Veja também