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Caso Adriano: advogado de PRF lamenta conclusão de inquérito

Renê Siufi diz que a defesa de Ricardo será prejudicada devido a falta de documentos

13 JAN 2017
Dany Nascimento
09h48min
Foto: Geovanni Gomes

O advogado de defesa do policial rodoviário federal Ricardo Su Moon, 46, Renê Siufi afirmou ao TopMídiaNews que a polícia tem prazo para finalizar o inquérito policial da briga de trânsito que terminou com a morte Adriano Correia, de 33 anos e encerra o caso nesta sexta-feira (13), mesmo com a falta de alguns documentos.

Renê destaca que a conclusão com falta de documentos prejudica na defesa de Ricardo, mas é necessário concluir o inquérito por se tratar de réu preso. "É essa a notícia que eu recebi, que o inquérito será encerrado hoje porque existe prazo por se tratar de réu preso. A simulação do caso ainda não foi entregue, mas eles podem mandar depois porque exige tempo para que a perícia finalize o documento.  Isso prejudica na defesa porque eu preciso de todas essas informações para apresentar defesa, mas sei que exige tempo porque a perícia tem que fazer mapas e laudos", explica o advogado.

A reconstituição do caso foi realizada na última quarta-feira (11), na avenida Ernesto Geisel que começou a ser interditada por volta das 4h40. O autor do crime,  Ricardo Su Moon só foi visto no local por volta das 7h30, já que diversos policiais ficaram ao redor do acusado, dificultando a visualização do PRF durante a simulação do crime.

Questionado sobre entrar com recurso para agilizar a entrega dos documentos, a defesa destaca que não cabe recurso neste caso. "Não tem recurso para agilizar, temos realmente que aguardar porque o inquérito precisa ser concluído, vou aguardar a conclusão e a entrega dos documentos que falta para tomar providência".

De acordo com o advogado, Ricardo continua preso em uma cela do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate) e demonstra tristeza ao comentar o caso, mas acredita que agiu dentro da legalidade. "Ele está triste, lamenta o caso porque é uma vida que foi embora, mas sabe que agiu dentro da lei. Ele está bastante abalado e dificilmente se comunica".

Siufi destaca que Su Moon não recebeu a visita de nenhum familiar, já que está na Capital há apenas seis meses. "Ele não tem filhos, é solteiro e como está aqui em Campo Grande há pouco tempo não recebeu visita de familiares porque não tem familiar aqui. Ele está contando com o apoio de colegas, que levam alimento para ele na delegacia nos horários permitidos".

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