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Caso Kauan: delegado ainda aguarda resultado de quatro de cinco laudos periciais

Até o momento, ele só recebeu um dos cinco documentos que precisa para dar continuidade nas investigações

7 AGO 2017
Anna Gomes
19h00min
Delegado Paulo Sérgio Lauretto. Foto: André de Abreu/ Arquivo

O delegado Paulo Sérgio Lauretto, da DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), ainda aguarda a grande maioria dos laudos periciais sobre o caso do menino Kauan Andrade Soares dos Santos, de nove anos. A vítima foi estuprada e morta, supostamente pelo professor Deivid de Almeida Lopes, 38 anos, há mais de um mês. Mesmo após buscas e investigações, o corpo do garoto ainda não foi localizado.

Conforme Lauretto, até o momento ele só recebeu um dos cinco laudos e ainda não pode passar maiores informações, já que necessita do restante da documentação para dar continuidade as investigações do caso.

"Recebemos o laudo da casa do suspeito,onde o crime supostamente aconteceu,  mas precisamos dos outros para confirmar os fatos", adiantou o delegado.

Os policiais também realizaram coletas do rio onde supostamente o corpo teria sido jogado, além de exames de DNA, para comparar o cabelo encontrado no rio com familiares do menino.


                                         

                                                  (Kauan foi brutalmente assassinado.)

Ao todo foram três inquéritos para esclarecer o crime. Um de estupro de vulnerável, outro de favorecimento a prostituição e mais um pelo homicídio, que deve ser concluído até o dia 24 deste mês.

Outras vítimas

Durante as investigações, a polícia conseguiu descobrir outras vítimas de Deivid. Ao todo, foram duas crianças e seis adolescentes estuprados pelo professor. Todos seriam meninos e de famílias humildes.

                                              

                                         (Casa onde os estupros aconteciam. Foto: André de Abreu)

"Ele oferecia dinheiro para cometer o abuso. Todas as crianças era muito humildes e ele se aproveitava disso. Dava em torno de R$ 5 a R$ 20 para cometer os crimes", disse o delegado.

Morte do menino Kauan

A descoberta do que ocorreu com Kauan revoltou a população de Campo Grande. A princípio desaparecido desde o dia 25 de junho, a polícia elucidou parte do caso. Deivid, teria usado um adolescente de 14 anos para atrair a vítima até sua casa e estuprar o menino até a morte, no Cophavilla II.

O suspeito nega o crime, mas o adolescente confirmou e a polícia encontrou vasto material pornográfico na casa dele, vestígios de sangue e também fotos com outras crianças, sendo que outras duas vítimas já teriam sido identificadas. Ainda segundo a polícia, o adolescente contou que Kauan desmaiou durante o abuso sexual. Em seguida, Deivid e ele teriam jogaram o corpo do menino, a princípio, no Rio Anhanduí, região sul de Campo Grande.

                                         

                                (Bombeiros realizaram várias buscas tentando encontrar o corpo do menino)

Assim que a violência foi descoberta, a polícia e bombeiros fizeram buscas no local, na Avenida Ernesto Geisel, mas até agora não encontraram o cadáver.

Deivid, segundo a polícia, ainda pode ter feito outras vítimas, já que a presença de crianças na casa dele era constante, pelo fato de ter dado aulas particulares para pessoas dessa faixa etária.

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