Águas
studio center
(67) 99826-0686

Caso Wesner: testemunhas de acusação serão ouvidas em setembro, decide juiz

Adolescente foi ferido no ânus com um compressor de ar em fevereiro

10 AGO 2017
Thiago de Souza
18h34min
Wesner foi ferido com um compressor de ar e morreu Foto: Dourados News

Testemunhas do caso do garoto Wesner Moreira da Silva, morto em consequência de ter um compressor de ar enfiado no ânus, em um lava jato de Campo Grande, tiveram depoimento à Justiça  marcado para o dia 5 de setembro. A decisão foi do juiz do caso, Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Juri de Campo Grande.

A primeira audiência ocorrerá às 14h30, para a oitiva das testemunhas arroladas pelo Ministério Público.

Já no dia 2 de outubro, às 14 horas, ocorrerá a audiência para ouvir as testemunhas de defesa e o interrogatório dos acusados.
Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Enrique Larrea são acusados de agredirem a vítima com uma mangueira de ar comprimido introduzindo na extremidade do seu ânus, causando lesões que o levaram a óbito dias depois no hospital.

Em julho, o juiz aceitou a denúncia contra os envolvidos a pedido do Ministério Público Estadual.

Os dois homens viraram réus no processo, respondendo por homicídio doloso - com intenção de matar. O processo será julgado pelo Tribunal do Júri.
Conforme o MPE, na ação penal em que se pede a denúncia em desfavor de Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Enrique Larrea, o MPMS por meio da 18ª Promotoria de Justiça, entendeu que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois de acordo o procedimento investigatório.

"O denunciado Willian, prevalecendo-se do porte físico franzino da vítima, imobilizou-a e agarrou-a pela frente do corpo, segurando seus braços e tórax, de forma a impossibilitar sua fuga, possibilitando, posteriormente, o denunciado Thiago, aproveitar dessa paralisação da vítima e, ligar o compressor e introduzir nela a mangueira de ar. Assim, caracterizada a qualificadora em tela, visto que a vítima imobilizada pelos denunciados, não teve qualquer chance de esboçar reação e de se defender, tampouco de fugir da investida que sofreu".

O Ministério Público alegou ainda que os denunciados agiram com dolo eventual, pois estavam cientes do potencial ofensivo da mangueira, assumindo o risco de matar, e mesmo cientes do perigo concreto que poderiam causar, ambos inseririam a mangueira no corpo da vítima, expondo órgãos vitais à forte pressão de ar.

 

 

 

policia-interna2
zé ramalho

Veja também