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Corretor assassinado: delegado deve pedir prisão de esposa e diz que crime pode ter sido planejado

Polícia estranha o fato das imagens das câmeras de segurança terem sido apagadas e relata histórico de agressões entre casal

1 DEZ 2017
Thiago de Souza e Amanda Amaral
17h29min
Dirleia é principal suspeita de assassinar o marido Foto: Reprodução/Facebook

Dirleia Patrícia Monteiro Paes, 38, pode ter a prisão preventiva decretada, caso não se apresente à polícia até terça-feira (5). O delegado Valmir de Moura Fé, da 6ª Delegacia de Polícia Civil, investiga várias possibilidades para o crime, e não descarta que o mesmo tenha sido premeditado.

O advogado de Dirleia, Marcio Ribeiro dos Anjos procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) por volta de 12h, relatando que Dirleia teria tido uma briga com o esposo, por volta de 2h da madrugada. Durante a troca de agressões, ela teria pegado ferido o esposo, que ficou desacordado. Em seguida, ela teria saído de casa e, abalada e por isso não acionou socorro ou polícia imediatamente.

Na Deam, o advogado tinha a intenção de registrar boletim de ocorrência por violência doméstica. Nesse momento, o Centro de Operações das Polícias Civil e Militar (Ciops) informou que um corpo havia sido descoberto no mesmo endereço da queixa de agressão, e o caso passou a ser investigado por outra delegacia.

Polícia

Apesar da versão da suspeita, o delegado Moura Fé diz que há vários elementos desfavoráveis a ela. Primeiro, o fato de as imagens das câmeras de segurança da residência terem sido apagadas, tanto da casa, quanto da imobiária invadida. A perícia recolheu o aparelho que armazena as gravações e diz que pode recuperar as imagens.

Moura não descarta que o crime tenha sido premeditado. A polícia teria solicitado um exame de corpo de delito na suspeita, para saber se ela realmente foi agredida, conforme alegou.

Outro ponto que chamou a atenção da polícia, foi o fato da vítima ter sido encontrada morta na cama e com um travesseiro cobrindo o rosto.

Conflitos

A relação do casal Ivan e Dirleia era turbulenta. Ainda conforme a polícia, foram três boletins de ocorrência registrados por eles. Um deles é de fevereiro deste ano, e consta como lesão corporal recíproca. Em 2011 e 2013, Dirleia registrou duas ocorrências de violência doméstica.

Familiares da vítima apontam que a suspeita estaria roubando dinheiro de Ivan e também suspeitam que parentes delapossam ter participação no crime. Inclusive, o irmão dela teria tentado matar Ivan em outra ocasião.

Agora, a polícia vai ouvir mais familiares das partes e saber se o casal estava em processo de separação.

Porrete e HD que registra imagens foram apreendidos (Foto: Wesley Ortiz)

Porrete

O objeto usado por Dirleia para matar o marido foi um porrete, de cerca de 60 centímetros. Moura Fé conta que, com a pancada, o sangue de Ivan se espalhou pela parede. Na cena do crime, vários objetos foram quebrados.

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