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Corretor assassinado pela esposa foi homenageado pelo Creci dois meses antes

Juntamente com outros profissionais, Ivan registrou seu nome no livro Ad Perpetuam Rei Memoriam

6 DEZ 2017
Diana Christie
15h23min
Foto: Reprodução/Facebook

O corretor de imóveis Ivan Junior Marquezan da Cunha, 55 anos, assassinado na última sexta-feira (1º), foi homenageado pelo Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis 14ª Região), por se destacar pela ética na profissão, dois meses antes do crime. Ele recebeu um ‘diploma de reconhecimento’ em solenidade realizada entre os dias 16 e 20 de outubro.

Segundo a assessoria do Creci-MS, os homenageados são os corretores de imóveis e empresas imobiliárias que têm mais de 15 anos de registro e não possuem processos em seus cadastros. Foram cinco sessões de entrega de homenagens, que congratularam mais de 100 personalidades, no auditório da instituição.

Juntamente com outros profissionais, Ivan registrou seu nome no livro Ad Perpetuam Rei Memoriam, documento que registra o trabalhador ou empresa que observa, com fidelidade, a legislação e o código de ética dos corretores.  A partir de então, ele teve o nome reconhecido na história da classe em Mato Grosso do Sul.

Registro de uma das solenidades - Foto: Creci-MS

O crime

Ivan foi encontrado morto em cima da cama na última sexta-feira (1º), na residência onde vivia na Vila Bandeirantes, em Campo Grande. A suspeita é que o crime tenha sido cometido pela própria esposa, Dirléia Patrícia Monteiro, 38 anos, que se apresentou ontem.

O corpo apresentava ferimento na cabeça e foi visto por sua filha, que foi até a residência na Rua Vicente Solari, na companhia de policiais após perceber o arrombamento e furto de dinheiro e documentos na imobiliária Marckezan, que pertencia à vítima, no bairro Amambaí.

Familiares da vítima que estiveram no local acompanhando a perícia informaram que todas as pistas apontam para que haja envolvimento da esposa, que havia levantado suspeita de estar roubando dinheiro do corretor. Ela era casada há mais de dez anos com ele e é proprietária de uma clínica de estética.

A suspeita também se baseia no fato de que a mulher saberia mexer no sistema de monitoramento da casa e não foram encontradas imagens registradas pelas câmeras de segurança. Há possibilidade que haja envolvimento de seu irmão, que já teria tentado assassinar o cunhado. 

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