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De férias, secretário de Segurança de MS diz que situação de PRF depende do Judiciário

Barbosinha destaca que está acompanhando o caso à distância, pois só retorna ao trabalho no dia 15

6 JAN 2017
Diana Christie
15h15min
Foto: Geovanni Gomes

De férias, o secretário de Estado de Segura Pública, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, evita comentar a situação do policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 46 anos. “Isso é uma decisão que compete ao judiciário”, destacou.

Barbosinha destaca que está acompanhando o caso à distância, pois só retorna ao trabalho no dia 15 de janeiro. Ele também afirma que não cabe a ele comentar uma situação que já foi judicializada, apesar da comoção popular, com protestos programados em memória do empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos.

Moon foi liberado da prisão um dia após o flagrante com restrições que incluem o afastamento do cargo, a proibição de porte de arma de fogo, o recolhimento noturno domiciliar e a proibição de se ausentar do Brasil sem autorização judicial. Durante depoimento na manhã do último sábado (31), o autor dos disparos alegou legítima defesa. Quase quatro dias depois, voltou para a cadeia.

Conforme a polícia, Ricardo e a vítima teriam se envolvido em uma briga de trânsito, quando autor sacou a arma e disparou cerca de sete vezes contra o empresário. Um adolescente de 17 anos, que também estava no veículo, foi atingido na perna. Ferido, Adriano perdeu o controle da direção e bateu com a caminhonete em um poste. Ele morreu na hora.

A briga teria começado após o empresário 'fechar' o policial no trânsito. O suspeito estava fardado no momento do crime e seguia para o interior do Estado, onde estava escalado para trabalhar. Entre os pontos que geram dúvida sobre o caso, está a demora em decretar a prisão em flagrante do policial, instantes depois do crime, mesmo diante de todas as evidências colhidas no local.

Testemunhas questionam o fato de tamanha agressividade por parte do policial, que utilizou de uma arma potente da corporação contra uma família desarmada e desprotegida. Sendo agente da Polícia Rodoviária Federal, ele deveria estar preparado psicologicamente para situações de nervosismo extremo. Também teria condições de fazer um acompanhamento tático do veículo em questão enquanto chamasse reforço da Polícia Militar.

Os amigos e familiares de Adriano preparam um protesto para ser realizado no próximo sábado (7). O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

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