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Defesa de coreógrafo vai tentar impedir prisão e pede para imprensa evitar nova ‘Escola Base’

Advogados destacam que Tom Brasil 'é, pela Constituição Federal, presumido inocente'

10 OUT 2017
Diana Christie
15h29min
A advogada Luciana Abou Ghattas Foto: Repórter Top
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Victor Hugo - 28 anos

Os advogados Luciana Abou Ghattas, Fábio Trad e César José Maksoud assumiram, nesta terça-feira (10), a defesa do coreógrafo Ewerton Cesar Ferriol Icasati, o Tom Brasil, suspeito de assediar alunas e estuprar uma adolescente de 15 anos. Ele teve o pedido de prisão decretado na semana passada, mas ainda não se apresentou à polícia.

“Assumimos o caso nesta data e logo que passar o feriado ingressaremos com as medidas jurídicas cabíveis para restaurar a liberdade de quem é, pela Constituição Federal, presumido inocente”, explica Luciana. Segundo ela, a defesa vai ingressar com um pedido de revogação da prisão preventiva na segunda-feira (16).

Tom Brasil foi acusado de assédio sexual pela bailarina Cissa Nogueira, que publicou um relato dos supostos abusos no Facebook. Após a exposição do caso, outras vítimas se pronunciaram, incluindo uma professora que acusa o coreógrafo de quebrar o seu braço e uma adolescente, que diz ter sido estuprada pelo então professor.

Para a defesa de Tom Brasil, ele deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Os advogados ainda alertam para os perigos do julgamento antecipado. Conforme Ghattas, o caso corre o risco de se transformar em uma nova Escola Base, em que os proprietários foram acusados injustamente de abusar de crianças do colégio em 1994.

“Peço à imprensa de Mato Grosso do Sul que não faça, neste caso, o que foi feito com os proprietários da Escola Base, em São Paulo, que não julgue e condene sem ouvir os dois lados, que seja dado voz a quem acusa e que seja dado voz à defesa com igual propriedade e imparcialidade”, finaliza Luciana. 

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