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Diretor da Máxima é ameaçado e sindicato reforça segurança em presídio da Capital

Para aumentar segurança, benefícios concedidos aos presos foram suspensos

15 SET 2017
Rodson Willyams
12h37min
Foto: Reprodução

O diretor do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o Presídio de Segurança Máxima, foi ameaçado na noite desta quinta-feira (14). Paulo da Silva Godoy encontrou um recado na calçada próxima a sua residência, em Campo Grande. O recado teria sido assinado por membros de uma facção criminosa que atua nos presídios da Capital.

Segundo o presidente da Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária), André Santiago, uma reunião foi realizada na manhã desta sexta-feira (15), com o presidente da Federação dos Agentes Penitenciários, Fernando Anunciação, e com os servidores da Máxima, que decidiram redobrar o esquema de segurança no presídio.

Entre as medidas que começam a valer a partir deste sábado (16), está a suspensão por tempo indeterminado da 'jumbada', "que seria a entrada de alimentação levadas pelos parentes aos presos, não tem quantidade e, para isso, era necessário designar um agentes para vistoriar esse alimentos e de certa forma, representava desvio de função. Foram que são, em média, 300 pessoas que visitam no sábado e domingo. Por isso, isso foi suspenso", pontuou Santiago.

Outra medida é com relação a entrada de pertences, que ocorre todas as terças-feiras. "Isso também foi suspenso, não é previsto em lei. Essa medida só vale para quem foi integrado no sistema penitenciário e a família pode levar esses pertences em até 30 dias, durante a fase de adaptação. Mas era liberado para todos e, com isso, poderiam também ocasionar a entrada de produtos ilícitos", diz o presidente.

Ameaças

André Santiago ainda informou que o sindicato recebeu uma lista com sete nomes de pessoas que estariam sendo ameaçadas de morte. Esse número teria aumentado para oito, incluindo agora, o diretor da Máxima. "Desta lista, temos casos que ocorreram em Três Lagoas, após a morte de um preso do PCC, estive lá acompanhando, o Policial Civil foi afastado, mas o agente penitenciário não, porque não existe esse tipo de protocolo feito pelo Estado".

O presidente ainda informou que esteve também em Coxim. "Lá o agente teve a casa invadida, ele fraturou as costas, levou uma coronhada na cabeça e só não foi morto porque a arma falhou. Há mais um caso em Corumbá e o restante em Campo Grande".

O caso foi encaminhado para as autoridades do Estado e para a Secretaria de Justiça. "Vamos cobrar providências".

Respostas

A reportagem encontrou em contato a assessoria de imprensa da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que informou que o diretor-presidente da Agência, Aud de Oliveira Chaves, está em viagem, porém o setor de inteligência está cuidado do caso e que não poderia comentar sobre o caso.

O Portal também entrou em contato com a assessoria da Sejusp, que reforçou a resposta da Agepen. "O setor de inteligência da Sejusp e a gerência de inteligência da Agepen estão acompanhando o caso".  

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