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Em apenas um ano, Puccinelli recebeu R$ 20 milhões de propina da JBS

Existem outros históricos de depósitos mensais de R$ 2 milhões e o montante ilícito deve aumentar

14 NOV 2017
Anna Gomes
13h35min
Foto: André de Abreu

A 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, que tem principal alvo o ex-governador do Estado de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), foi desencadeada com a delação premiada Ivanildo da Cunha Miranda, que foi operador da empresa JBS entre os anos de 2007 e 2014. Ele denuncia que Puccinelli, só no ano de 2014, chegou a receber R$ 20 milhões de propina da JBS.

Segundo o delegado da Polícia Federal, Cleo Mazzoti, além dos R$ 20 milhões, também havia depósitos no valor de R$ 2 milhões. O total ainda não se sabe, Mazzoti destaca que uma auditoria será aberta para investigar o montante.

Ivanildo diz que Puccinelli seria o ‘cabeça’ de um esquema de propina. Ainda conforme o delegado, o delator recebia de R$ 60 a R$ 80 mil para participar do esquema. Miranda pegava o dinheiro e realizava a entrega ao ex-governador.

“Na maioria das vezes a propina era em dinheiro vivo e entregue ao Puccinelli, outras vezes Ivanildo também realizava depósitos para o ex-governador em contas que ele passava”, disse Cléo.

André é apontado como o chefe do esquema, pois teria negociado isenções fiscais e benefícios que estavam sendo pagos ilicitamente. "A investigação entende que o ex-governador tinha um papel central porque era beneficiário e garantidor de todo esquema", enfatiza Mazzotti.

O ex-governador e seu filho André Puccinelli Junior, foram presos na manhã desta terça-feira (14). Pai e filho tiveram prisões preventivas decretadas e estão na sede da Polícia Federal.

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