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Estudante de medicina e PRF que matou há quase um ano têm mesmo tratamento: liberdade

Sem ficarem presos por muito tempo, os dois receberam liberdade após pagamento de fiança e o uso de tornozeleira

10 NOV 2017
Anna Gomes
07h00min
Foto: André de Abreu/ Divulgação

O estudante de medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, teve o mesmo tratamento do policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos. Ambos mataram pessoas em confusões envolvendo trânsito. Os dois receberam liberdade após fiança e o uso de tornozeleira.

O caso mais recente foi o de João. O rapaz ganhou a liberdade no último dia seis deste mês, depois de ficar menos de dois dias preso. No dia dois de novembro, o jovem conduzia uma caminhonete Frontier a 160 km/h e, devido a alta velocidade, bateu no carro da advogada Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos.

O filho de Carolina, de apenas quatro anos, também estava no veículo. A mulher morreu no local do acidente, que aconteceu na Avenida Afonso Pena. Já a criança teve ferimentos, precisou ser hospitalizada, mas sobreviveu. João, mesmo sendo estudante de medicina, não prestou socorro às vítimas e fugiu do local.

(Carolina morreu e o filho foi hospitalizado; João fugiu sem prestar socorro às vítimas)

No dia quatro deste mês, o estudante se apresentou na delegacia onde ficou preso, mas na segunda-feira já recebeu a liberdade provisória depois de pagar uma fiança de R$50,4 mil e instalar uma tornozeleira eletrônica para ser monitorado.

Com o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon não foi muito diferente. Ele matou o empresário Adriano Correia do Nascimento e ainda tentou matar outras duas que também estavam em uma caminhonete depois de uma briga de trânsito, que aconteceu no dia 31 de dezembro de 2016.

(Carro do empresário que foi morto a tiros pelo PRF)

Ricardo estaria a caminho do trabalho, na cidade de Corumbá, em uma Mitsubishi Pajero TR4. Já o empresário, um adolescente de 17 anos e o padrasto do jovem estavam em uma caminhonete Toyota Hilux. Ao fazer uma conversão, Adriano quase teria provocado um acidente, o que foi o estopim para o policial descer de seu veículo e atirar nas vítimas.

Liberdade

A liberdade provisória do policial e do estudante de medicina foram determinadas pelo mesmo juiz, o Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. No caso de Ricardo, ele foi liberado depois de pagar uma fiança no valor correspondente ao carro que usava no dia do crime, uma Mitsubishi Pajero. Ele também usou tornozeleira, que inclusive já foi desativada após sete meses de uso.

João, que além de pagar a fiança e ser monitorado, também deverá comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades. Segundo publicado no site do TJ (Tribunal de Justiça) na manhã desta quarta-feira (8), ele está proibido a sair da cidade sem uma prévia autorização judicial. O rapaz deve ficar em sua residência no período noturno e em dias de folga. O jovem também teve sua carteira nacional de habilitação suspensa.

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