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Engenheiro preso por pedofilia em Campo Grande diz ter baixado vídeo ‘por engano’

Na casa do detido foram apreendidos 60 vídeos de pornografia infantil

17 MAI 2018
Celso Bejarano e Kerolyn Araújo
15h10min
O advogado Márcio Almeida Foto: Kerolyn Araújo

Engenheiro Aluízio Bohn, 27, morador do bairro Coophavila, em Campo Grande, preso na manhã desta quinta-feira (17), no âmbito da Luz da Infância 2, operação da Polícia Civil contra crimes de pedofilia, disse em depoimento que os vídeos baixados em seu computador com conteúdo pornográfico infantil eram apagados assim que percebia que a recepção tinha ocorrido “por engano”.

Bohn é um dos quatro detidos nesta manhã na Capital por envolvimento em pornografia infantil, entre os quais um policial civil, um desempregado e um estudante. Outros cinco suspeitos foram presos no interior de Mato Grosso do Sul.

Márcio Almeida, advogado do engenheiro, disse que o rapaz costumava recorrer ao aplicativo Torrent, ferramenta capaz de baixar nos computadores filmes e vídeos pela internet.

O defensor informou também que Aluízio Bohn copiava os vídeos pornográficos sempre à noite. Às vezes, disse o advogado, o computador ficava ligado e o rapaz ia dormir.

Ocorre que, ainda segundo o defensor, no dia seguinte, Bohn apagava trechos copiados sempre que notava a presença de vídeos pornográficos com crianças ou adolescentes. No caso, disse o advogado, o interesse do rapaz era vídeos pornográficos com participação de adultos, apenas.

Na casa do engenheiro a polícia apreendeu 60 vídeos com conteúdo que caracteriza a pornografia infantil (prática efetiva de atos sexuais com crianças, como a estimulação genital e carícias sensuais).

O advogado disse ainda que seu cliente permanecerá preso até amanhã, sexta-feira (18), quando será promovida a audiência de custódia. O engenheiro vai ficar frente a frente com o juiz, que vai determinar se ele continua encarcerado, ou não.

A operação Luz da Infância, informou o Ministério Extraordinário da Segurança Pública envolve no país cerca de 2,5 mil policiais civis que cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

A investida contra os supostos pedófilos ocorre em MS, Distrito Federal e outros 23 estados.

 

 

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