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'Estava sempre sorrindo': amiga fala sobre policial morto na fronteira

Wescley Vasconcelos, 37 anos, foi morto durante uma emboscada em Ponta Porã; policial foi executado com 30 tiros de fuzil

13 MAR 2018
Kerolyn Araújo
19h00min
Foto: Reprodução

Alegre, estudioso, dedicado e de bem com a vida. É assim que o policial civil Wescley Vasconcelos, 37 anos, é descrito pela colega Keila Flores, 36 anos. Ele foi morto na tarde do último dia 06, com 30 tiros de fuzil, em Ponta Porã, cidade distante a 334 quilômetros de Campo Grande.

Keila e Wescley se conheceram na academia de polícia, em novembro de 2014. ''Ele era da minha sala, uma pessoa fantástica. Estava sempre sorrindo. Nunca o vi de mau humor", lembrou.

Estudioso e esforçado, o policial escolheu Ponta Porã para trabalhar e estava na cidade desde março de 2015. ''Na época foram uns 13 policiais para a fronteira. Ele escolheu lá porque queria fazer a diferença na polícia".

O crime

Wescley estava próximo a delegacia de Ponta Porã, em um carro descaracterizado, quando foi morto pelos pistoleiros. Uma estagiária da delegacia ficou ferida, porém não corre risco de morte.

Enterro

O corpo do policial foi velado em Ponta Porã e depois levado para Brasília, onde foi enterrado. Um helicóptero da polícia sobrevoou o cemitério, jogando pétalas de rosas como forma de homenagem ao policial.

Wescley foi o sétimo policial morto na fronteira desde 2012.

Família 

Wescley deixou a esposa e um filho de três anos. Uma campanha está sendo realizada com o apoio do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), para arrecadar fundos para ajudar a esposa do policial, que deverá retornar para Brasília, onde mora a família. 

Dados Bancários:
Sinpol - Natal Solidário
Banco do Brasil
Agência: 4211-0
Conta correte: 1006-5
CNPJ: 01105436/0001-08

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