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Estudante de medicina pode ter pena reduzida por advogada ter furado sinal

Ele pode passar a responder por homicídio culposo e não doloso como está indiciado

29 NOV 2017
Anna Gomes
10h53min
Delegado, peritos e o Diretor do Instituto criminalístico durante uma coletiva nesta manhã. Foto: Wesley Ortiz

Pelo fato da advogada Carolina Albuquerque, 24 anos, ter furado o sinal no dia no acidente que a matou, o estudante de medicina, João Paulo de Miranda, de 23 anos, pode passar a responder por homicídio culposo (aquele que não tem a intenção de matar) ao invés de homicídio doloso (aquele que tem a intenção de matar).

Segundo a polícia, o fato da advogada furar o sinal pesa mais do que a alta velocidade que o estudante estava. O delegado Geraldo Marim, da 3ª delegacia, adianta que outros laudos e pedidos de quebras de sigilos telefônicos, bancário e de internet ainda irão confirmar se Rafael realmente ingeriu bebida alcoólica no dia do acidente, o que pode resultar em agravantes.

Até o momento, três laudos já ficaram prontos, sendo o necroscópico, o do local e das gravações de vídeo. Conforme a perícia criminal, foi confirmado que o estudante estava dirigindo a 115km/h em uma via que a velocidade máxima permitida é de 60km/h. A advogada estava conduzindo seu veículo a 30km/h, furou o sinal e a colisão acabou acontecendo.

Os policiais realizaram buscas nos bares da cidade e comandas dos estabelecimentos foram analisadas, mas até o momento ainda não encontraram alguma que seria do estudante.

Caso 

A colisão entre a caminhonete Nissan Frontier dirigida pelo estudante e o WV Fox, ocupado por Carolina e o filho, ocorreu no cruzamento das avenidas Paulo Coelho Machado e Afonso Pena, por volta de meia noite do último dia dois de novembro.

Segundo testemunhas, o Fox da advogada saída de uma das pistas da Afonso Pena, sentido Parque dos Poderes e iria entrar na Paulo Coelho Machado, quando foi atingido na lateral pela caminhonete.

Carolina ficou gravemente ferida e foi socorrida até o hospital, onde morreu. No banco de trás, estava o filho dela, de apenas 3 anos, que estava preso à cadeirinha e sofreu fratura na clavícula.

A Frontier de João Pedro, que estava acompanhado do irmão, João Victor, tombou e caiu no canteiro da avenida Afonso Pena. Os dois foram retirados do veículo com a ajuda de populares. Em seguida, orientado por telefone, João Pedro fugiu do local.

Fiança

O acadêmico de medicina João Pedro da Silva Miranda Borges conseguiu liberdade após pagar fiança no valor de 54 salários mínimos, ou cerca de R$ 50 mil. O pedido de liberdade foi concedido pela juíza de plantão Euclécia Moreira Cassal e a guia de recolhimento paga no mesmo dia.

Ele terá que ficar sob monitoramento eletrônico, perdeu a permissão de dirigir e terá que se apresentar a Justiça sempre que solicitado. João Pedro foi preso no dia quatro de novembro, quando se apresentou na delegacia acompanhado do advogado. 

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