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Ex-diretora da Fetems foi morta a facadas pelo próprio neto e amigo dele, esclarece polícia

Os dois se declaram psicopatas e foram passear no shopping depois do crime

13 SET 2018
Thiago de Souza e Amanda Amaral
18h34min
Dupla se declara psicopata e por isso cometeu o crime Foto: Wesley Ortiz

Dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos nesta quinta-feira (13), suspeitos de matar Maria Ildonei Lima, 70 anos, na casa dela, no Jardim Leblon, no dia 31 de agosto, em Campo Grande. Os dois, sendo um o próprio neto, planejaram o crime no colégio e foram passear no shopping depois do ato.

Conforme o delegado Giuliano Carvalho Biaccio, da 6ª DP, no Tijuca, os menores confessaram o crime e se intitulam como psicopatas.

Ainda segundo Biaccio, os dois se encontraram na escola e disseram que naquele dia estavam com vontade de matar alguém. Eles fariam uma escolha aleatória, quando o neto lembrou de uma briga familiar antiga e apontou a avó como vítima.

Os dois foram até a casa dela, na noite de sexta, onde Maria Ildonei abriu o portão, e passaram cerca de uma hora na casa. O crime já estava decidido, inclusive porque eles levaram luvas cirúrgicas para não deixarem rastros.

A dupla, segundo a polícia, conversou bastante com Ildonei. Eles tomaram suco, inclusive um deles até lavou a louça da pia. O parente contou que, enquanto conversava com a avó na mesa, o amigo estava próximo a pia, já com a faca na cintura.

Delegado diz que crime é chocante pela frieza dos suspeitos. (Foto: Wesley Ortiz)

Em dado momento, diz Biaccio, o amigo do neto viu a vítima de costas e a golpeou no pescoço. Na sequência, o neto a esfaqueou no abdômem. No relato dos dois, antes de morrer,  Maria Ildonei teria percebido que algo estava errado, já que os dois demonstraram nervosismo, como tremor.

Assim que concluíram o crime, os adolescentes limparam a cena do assassinato e usaram o sangue da vítima para escrever a data do crime em taças de vinho. O objetivo, segundo o depoimento deles, era fazer parecer um ritual satânico.

Minutos depois, os suspeitos foram para um shopping na avenida Ernesto Geisel. O delegado diz que os dois apresentam muita frieza e teriam relatado que não usaram droga nem beberam naquele dia.

A polícia já trabalhava com a hipótese do crime ter sido cometido por alguém conhecido, já que não há marcas de arrombamento na residência.

''Porque não houve obstrução para entrar na residência. É um crime que choca, não é normal alguém acordar com vontade de matar'', analisa o delegado.  

O corpo de Ildonei só foi achado na noite de sábado (1).

Na casa do amigo, foram encontradas arma de brinquedo, quatro facas, um punhal, canivete, crucifixo com caveiras, soco inglês e revistas cujo tema era psicopatia.

As famílias dos suspeitos disseram que eles nunca tiveram registro de violência na escola e não tem passagem pela polícia.

Os dois serão levados para a Unei, onde ficarão apreendidos provisoriamente por até 45 dias. A pena máxima, por serem menores de idade, é de três anos de internação ou até completarem 21 anos.

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