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Filho adolescente de homem encontrado decapitado ouviu execução do pai

Rapaz de 17 anos foi sequestrado junto com o pai por supostos integrantes do PCC

30 NOV 2017
Anna Gomes
09h05min
Foto: Wesley Ortiz

A família de José Carlos Louveira Figueiredo, 41 anos, que teve o corpo encontrado sem cabeça no Céuzinho, saída para Rochedo, em Campo Grande, acredita que a morte do homem seja um acerto de contas entre facções criminosas. Parentes também revelam que no dia do crime, o filho mais velho de José estava com o pai e ambos foram sequestrados por criminosos. O adolescente de 17 anos revela que ouviu os gritos do pai.

José era morador do Bairro Santa Emília, na Capital. Usuário de drogas há alguns anos, ele foi abandonado pela esposa juntamente com os filhos, um de 10 de outro de 17 anos.

"Ele batia muito na ex-mulher, aí um dia ela foi embora e deixou as duas crianças para ele e cuidar. José sempre foi usuário de drogas e sempre deu trabalho para a família, mas depois que a esposa sumiu, ele piorou ainda mais. Usava drogas com mais frequência e deixava as crianças com os irmãos", ressaltou um parente da vítima que preferiu não revelar o nome.

Conhecido entre os amigos como 'Leto', os familiares da vítima acreditavam que ele poderia ser assassinado a qualquer momento, mas não imaginavam tamanha crueldade. "Ficamos impressionados com o crime. A ex-mulher dele ficou sabendo da morte dele e voltou para cuidar das crianças. Ele tem um irmão gêmeo que foi ao IMOL- Instituto de Medicina e Odontologia Legal", revelou.

Guerra entre facções

O adolescente de 17 anos teria revelado aos familiares e para a polícia que ele e o pai foram raptados por integrantes da faccção criminosa, o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ambos supostamente foram espancados pelo grupo, que dizia que pai e filho seriam da facção criminosa rival, o Comando Vermelho.

Ainda de acordo com familiares, o jovem disse que ouvia os gritos do pai quando apanhava e também escutou os tiros que levaram José a morte. Após assassinarem Figueiredo, o adolescente foi liberado pelo grupo, mas foi jurado de morte se acaso contasse algo para alguém.

Caso

O corpo foi encontrado sem cabeça com as mãos e pés amarrados na última terça-feira (28). O cadáver estava preso às rochas da cachoeira. O caso segue sendo investigado pela DEH (Delegacia Especializada em Homicídios).

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