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Homem pega 22 anos de prisão por morte e esquartejamento de criminoso rival no Ceuzinho

Entre os crimes está o de organização criminosa e posse ilegal de arma de fogo

12 JUL 2018
Thiago de Souza
18h49min
Acusado pega 22 anos de prisão por executar rival Foto: André de Abreu

Rafael da Silva Duarte foi condenado a 22 anos, nove meses e um ano de detenção por participar do assassinato e esquartejamento de Richard Alexandre Lianho, em fevereiro de 2017. A vítima seria de uma facção rival ao do acusado e teve o corpo jogado por ele e outros criminosos na cachoeira do Ceuzinho, em Campo Grande.

Duarte foi condenado por homicídio qualificado em relação à Richard Alexandre, cuja pena foi de 12 anos reclusão. Além disso, ele foi sentenciado por ocultação de cadáver, cuja pena é de 1 ano e 10 dias-multa.

O acusado ainda foi penalizado a 1 ano de detenção e dez dias multa por posse ilegal de arma, três anos e 10 dias-multa por porte de arma com registro adulterado e 6 anos e nove meses de reclusão por organização criminosa.

Rafael negou todos os crimes e disse que só emprestou o veículo para um amigo.

O crime

O corpo de Richard Alexandre Lianho foi encontrado no dia 15 de fevereiro de 2017, no penhasco da Cachoeira do Céu – Céuzinho. Segundo o Ministério Público, o jovem teria sido capturado no dia anterior e mantido em cativeiro por integrantes do PCC, por ser do Comando Vermelho e ter se envolvido com a esposa de um membro da facção paulista.

A mulher teria marcado encontro amoroso com a vítima, mas, na verdade, tratava-se de uma emboscada. A mando do marido, dois adolescentes e o acusado teriam prendido a vítima e submetido ela ao ''tribunal do crime''.

Após ''conferência'' por telefone com outros integrantes do PCC,  foi decidido que Richard morreria. A execução de Richard foi filmada por um dos adolescentes. Ele foi morto com tiros na cabeça, disparados pelos menores, sendo que depois tentaram esquartejar seu corpo, cortando os braços e a cabeça. O corpo, então, foi jogado na ribanceira da cachoeira pelos adolescentes e pelo acusado, na tentativa de ocultar o crime.

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