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Homem que matou jovem a tesouradas diz que agiu em legítima defesa

Roberson disse que estava apenas se defendendo de agressões, mas admitiu que monitorava os passos da namorada através do celular

7 NOV 2017
Dany Nascimento e Anna Gomes
12h11min
Foto: Reprodução

Após se apresentar na Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher), Roberson Batista da Silva, 32 anos, confessou que matou a namorada Mayara Fontoura Holsback, de 18 anos, no dia 15 de setembro, com três golpes de tesoura na região do rosto. Ele afirmou que agiu em legítima defesa e, após executar a jovem, fugiu para o Paraguai, mas não informou o local exato onde ficou escondido.

Segundo a delegada da Deam, Ariene de Souza, a polícia não acredita nas afirmações do autor já que, no local do crime, não foram constatadas marcas que comprovam que Roberson tentou se defender de agressões feitas por Mayara. Ele foi interrogado na tarde de ontem (6), das 15h30 às 18 horas.

Roberson afirmou ainda que monitorava a namorada pelo telefone celular, até mesmo quando estava preso. “Ele alegou legítima defesa, mas a polícia não acredita nessa hipótese porque, no local, não haviam marcas demonstrando que ele tentou se defender. Os dois tinham uma relação extremamente ciumenta, inclusive ele deu um celular de presente para ela enquanto estava preso e, desse celular, ele acompanhava todos os passos dela de 2015 a 2017. Ela usava cartão de crédito e tudo que usava ele recebia”, diz a delegada.

A polícia ainda não tem informações se o crime foi premeditado e ao ser questionada sobre a vida financeira de Roberson, que tinha apartamento na Avenida Afonso Pena, a delegada explica que o autor alegou que morou alguns anos no Japão e utilizava o dinheiro que adquiriu no país para viver no Brasil.

De acordo com a delegada, Roberson teve a prisão preventiva decretada.  “Ele vai responder por feminicídio por motivo torpe que dificultou a defesa da vítima. O problema deles era um relacionamento abusivo, que existe muito hoje em dia”.

O autor se apresentou na Deam acompanhado de dois advogados, que não liberaram a apresentação dele para a imprensa. 

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