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Jovem é baleado com 4 tiros por dívida de R$ 300; autor está preso

Autor chegou a negar o crime durante abordagem policial, mas confessou tudo na delegacia

11 NOV 2017
Diana Christie
09h44min
Foto: Arquivo/TopMídiaNews

José Augusto Barbosa Rodrigues de Jesus, 20 anos, foi alvejado com quatro tiros por causa de uma dívida de R$ 300. O crime aconteceu no final da tarde desta sexta-feira (10), na Rua Jambeiro, na Vila Santo Eugênio, em Campo Grande, e o autor dos disparos foi preso ainda ontem.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais militares foram acionados por volta das 17h para atender uma ocorrência de vítima de arma de fogo. Chegando ao local, o Corpo de Bombeiros, que realizava o socorro, informou que José Augusto foi atingido por quatro disparados, sendo um no antebraço esquerdo, dois no braço direito e um no tórax.

Testemunhas contaram para a polícia que José havia discutido com Romário Sergio dos Anjos Sampaio, 23 anos, também conhecido como ‘Baiano’, durante a tarde. O rapaz teria ido embora do local por um tempo, mas depois retornado e efetuado os disparos contra a vítima, fugindo em sequência.

Com o endereço do suspeito em mãos, os policiais se deslocaram até uma casa na Rua José Domingos, no Jardim dos Perdizes, onde foram recepcionados pelo próprio autor. Rogério negou o crime, mas confrontado com as informações da testemunha disse que os policiais não tinham provas do que aconteceu.

Já na delegacia, Rogério voltou a ser interrogado e acabou admitindo o crime. Ele alega que foi até a casa de José, também conhecido como ‘Gordo’, para cobrar uma dívida de R$ 300 que venceu há mais de dois meses, referente à venda de um celular Samsung. A vítima, segundo Rogério, disse que não ia pagar e o desafiou: “Vamos resolver isso aqui e agora”.

O autor relata que decidiu ir embora, mas no meio do caminho se arrependeu e resolveu voltar. Neste momento, ele afirma que viu uma das testemunhas entregando uma arma para José, mas ele foi mais rápido e tomou o revólver da jovem, efetuando os disparos contra a vítima. Segundo ele, José ainda o perseguiu dizendo: “Vou te matar, Baiano”.

Questionado sobre o porquê não ter passado essas informações anteriormente, Rogério respondeu que ficou com vergonha de seu cunhado, que estava presenciando o interrogatório, pois ele teria lhe ajudado, cedendo a edícula para que morasse com a mulher. Ele alega que não queria decepcionar o benfeitor.

O caso foi registrado como homicídio simples na forma tentada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga e será investigado pela 3ª DP. Não há mais informações sobre o estado de saúde da vítima.

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