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Justiça aceita denúncia e acusados de matar jovem em lava-jato vão a Júri Popular

Os réus vão responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar

13 JUL 2017
Diana Christie
09h22min
Foto: Reprodução

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia contra Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Enrique Larrea, acusados pela morte de Werner Moreira Silva, em fevereiro deste ano em um lava-jato da Capital. Os réus vão responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Sendo assim, o processo será julgado pelo Tribunal do Júri.

A 18ª Promotoria de Justiça entendeu que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com o procedimento investigatório, “Willian, prevalecendo-se do porte físico franzino da vítima, imobilizou-a e agarrou-a pela frente do corpo, segurando seus braços e tórax, de forma a impossibilitar sua fuga”.

Ainda segundo a acusação, posteriormente, Thiago aproveitou que a vítima estava paralisada, ligou o compressor e introduziu a mangueira de ar. “Assim, caracterizada a qualificadora em tela, visto que a vítima imobilizada pelos denunciados, não teve qualquer chance de esboçar reação e de se defender, tampouco de fugir da investida que sofreu”.

O Ministério Público alegou também que os denunciados agiram com “dolo eventual, pois estavam cientes do potencial ofensivo da mangueira, assumindo o risco de matar, e mesmo cientes do perigo concreto que poderiam causar, ambos inseririam a mangueira no corpo da vítima, expondo órgãos vitais à forte pressão de ar”.

O crime

Wesner da Silva, 17 anos, morreu em 14 de fevereiro, após ficar 11 dias internado na Santa Casa. O patrão dele, Thiago Giovanni Demarco Sena, 26 anos, e o colega de trabalho Willian Larrea, 30 anos, colocaram uma mangueira em direção ao ânus do rapaz, o que acabou causando lesões graves na vítima. Ele teve parte do intestino grosso retirado, apresentou breve melhora, mas não resistiu aos procedimentos e faleceu.

As informações sobre o crime são um pouco confusas, sendo que os autores tratam como uma ‘brincadeira’ que deu errado. O que difere, e muito, da versão da vítima. Segundo familiares, ele contou que pediu para os autores pararem por diversas vezes, mas a violência só acabou quando ele chegou ao extremo, começando a defecar e vomitar.

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