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Com bens bloqueados, Giroto dá calote em condomínio de luxo e é cobrado judicialmente

Se conta não for paga, magistrado determina a penhora de bens do ex-deputado, que está preso

17 JUL 2018
Celso Bejarano
07h00min
Foto: Wesley Ortiz

O juiz Maurício Petrauski, da 9ª Vara Cível de Campo Grande, mandou o ex-deputado federal Edson Giroto, que está preso por crimes de corrupção, e a advogada Rachel, esposa dele, detida em regime domiciliar pelo mesmo crime, a quitarem uma taxa de R$ 16,3 mil, referente à manutenção do loteamento onde vive o casal, o Parque Residencial Damha IV, um dos mais chiques da cidade.

Do contrário, determinou o magistrado, o casal Giroto deve escolher um bem para penhora na importância da dívida.

A ação de execução de título extrajudicial foi movida em junho passado pela Associação Parque Residencial Damha IV. É citado na apelação, que a manutenção do imóvel – dois lotes – que está em nome da filha menor do casal, não é paga desde janeiro do ano passado.

Na petição, advogados da associação informam ao juiz da causa que tentaram negociar com Giroto, mas não conseguiram.

“Desta forma, devido às infrutíferas tentativas amigáveis de negociação do débito com o executado, não restou outra saída a associação exequente a não ser a de socorrer ao Judiciário, objetivando com a presente demanda receber as taxas de manutenção vencidas até o presente momento”, escreveram os advogados.

Maurício Petrauski, o juiz, determinou o pagamento imediato da manutenção dos imóveis dos Giroto, e apontou a consequência caso a ordem judicial for descumprida.

“Não sendo realizado o pagamento, promova o Sr. Oficial de Justiça, de imediato, a penhora de bens e sua avaliação, observando-se a constrição sobre os bens eventualmente indicados na inicial, com a lavratura de auto e intimação da executada, caso se trate de penhora sobre imóvel, deprecando-se se necessário”.

O magistrado acrescentou ainda: “na hipótese de não serem nominados bens ou não encontrados, intime-se a devedora para indicação de bens passíveis de penhora, no prazo de cinco dias, na forma do art. 774, V do novo CPC, com as advertências do parágrafo único, do mesmo artigo”.

Na decisão o juiz diz que os Giroto podem contestar a execução e, se reconhecerem a dívida, que o pagamento devem ser pagas em seis parcelas, acrescidas de correção monetária e juros.

LAMA ASFÁLTICA

Edson Giroto encrencou-se com a Justiça desde julho de 2015, ano que a Polícia Federal deflagrou a Lama Asfáltica, operação que desmantelou uma quadrilha que superfaturava obras, fraudava licitação e corrompia servidores no período da gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB) – 2007-2014.

Preso desde maio passado, Giroto foi detido por quatro vezes de 2016 para cá. 

Além dele estão presos desde maio Flávio Schrocchio, cunhado de Giroto, João Amorim, empreiteiro e o ex-prefeito de Paranaíba, Beto Mariano. Parentes deles como Rachel (mulher de Giroto), Mariane (filha de Beto), Ana Paula Dolzan (filha de João) e Elza Cristina dos Santos, sócia de João, cumprem prisão domiciliar por cuidar de filhos pequenos.

Os detidos têm sido acusados por fraudes em licitações, desvio de dinheiro, superfaturamento de obras e lavagem de dinheiro.

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