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Justiça mantém segredo sobre depoimento de treinador suspeito de estuprar e fotografar alunas

Conforme o Ministério Público, o caso segue em indisponível ao cidadão comum

14 MAR 2018
Anna Gomes
07h00min
Foto: Arquivo pessoal

As informações sobre o depoimento do treinador de vôlei, Tomaz Avelar de Aquino, 56 anos, suspeito de estuprar e fazer fotos pornográficas das alunas seguem restritas. Ele teria dado sua versão para a polícia no dia oito deste mês, e desde então, a equipe de reportagem tenta entrar em contato com a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Jardim, mas sem sucesso.

Nesta quarta-feira (14), nova tentativa de manter contato com a delegacia onde ele prestou depoimento foi realizada. Desta vez, a equipe foi informada que apenas o MP (Ministério Público) poderia oferecer informações. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o caso segue em segredo de justiça e informações não seriam repassadas para a imprensa.

O caso veio à tona no dia três desde mês, na cidade de Jardim, município distante aproximadamente 220 quilômetros de Campo Grande, quando as mães das alunas encontraram fotos comprometedoras das filhas e elas foram até o Ministério Público denunciar o professor. De acordo com as investigações, Tomaz usava o cargo de treinador para tirar foto das garotas com a desculpa de que precisava “avaliar” o corpo delas para decidir se entrariam ou não no time de vôlei.

Aquino foi preso na terça-feira (6), em Campo Grande, em um trabalho conjunto da Delegacia Civil de Jardim com a Inteligência dos policiais do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Capital. Ele responde por estupro, estupro de vulnerável, armazenar material pornográfico infantil e transmitir material pornográfico infantil.

O professor ficou detido na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, passou por exames de corpo delito e foi encaminhado para Jardim onde o caso está sendo investigado.

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