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Justiça quebra sigilo telefônico de advogada morta em acidente na Afonso Pena

Família contesta e diz que Carolina foi vítima e não culpada

30 NOV 2017
Thiago de Souza
19h34min
Juiz quer saber se advogada bebeu antes do acidente Foto: Reprodução Facebook

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou quebra de sigilo telefônico de Carolina Albuquerque Machado. A jovem foi morta após ser atingida pela caminhonete de um estudante de medicina, no dia de finados. 

O pedido, feito há uma semana pela defesa do suspeito, o estudante João Pedro da Silva Miranda Jorge, havia sido negado pelo magistrado. No entanto, após a perícia concluir que Carolina havia furado um sinal, no momento do acidente, ele decretou o fim do sigilo. 

Em seu despacho, Garcete diz que, com base nos laudos da perícia é ‘preciso ampliar a perspectiva investigativa...e apurar se houve concorrência de culpa no acidente, chamado por ele de ‘lamentável sinistro’.  

O magistrado ainda faz uma série de questionamentos sobre o acidente para também justificar a quebra do sigilo. ''Houve falha mecânica em seu veículo? Desatenção? Descuido? Negligência?Imprudência. Etc''.

Quando do primeiro pedido ao juiz, o Ministério Público havia se posicionado contra o pedido. A família da jovem também repudiou o fato. 

A intenção do magistrado é saber onde Carolina estava antes do acidente e se ela ingeriu bebida alcoólica. 

Tragédia

A colisão entre a caminhonete Nissan Frontier e o WV Fox, ocupado por Carolina, ocorreu no cruzamento das avenidas Paulo Coelho Machado e Afonso Pena, por volta de meia noite e meia.

Segundo testemunhas, o Fox da advogada saída de uma das pistas da Afonso Pena, sentido Parque dos Poderes e iria entrar na Paulo Coelho Machado, quando foi atingido na lateral pela caminhonete.

A perícia concluiu que João Pedro estava a 115 KM/h. O carro da vítima, um Fox, parou a 110 metros do ponto da batida.

Carolina ficou gravemente ferida e foi socorrida até o hospital, onde morreu. No banco de trás, estava o filho dela, de apenas 3 anos, que estava preso à cadeirinha e sofreu fratura na clavícula. Ele não corre risco de morte.

A Frontier de João Pedro, que estava acompanhado do irmão, João Victor, tombou e caiu no canteiro da avenida Afonso Pena. Os dois foram retirados do veículo com a ajuda de populares. Em seguida, orientado por telefone, João Pedro fugiu do local. 

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