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Mãe e filhos são detidos suspeitos de matarem e roubarem gerente de MS

O adolescente chegou a manter um relacionamento com a vítima

14 MAR 2018
Anna Gomes
10h10min
Foto: Rio Brilhante em Tempo Real

A mãe foi presa e seus filhos adolescentes foram apreendidos por serem suspeitos de estarem envolvidos na morte do gerente de uma frutaria, Dorli Chimenes Taranta de 35 anos. O trio foi detido nesta terça-feira (13), mas o crime aconteceu em 2015, na cidade de Rio Brilhante, município distante aproximadamente 160 quilômetros de Campo Grande.

Os policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais), juntamente com a delegacia de Polícia Civil conseguiram após uma longa investigação, chegarem até os suspeitos do latrocínio (roubo seguido de morte).

Mônica Espíndola, 47, e dois filhos dela, sendo um adolescente de 17 e uma menina de 16, são suspeitos de esfaquearem e asfixiarem a vítima até a morte. Segundo o site Rio Brilhante em Tempo Real, o crime ocorreu dentro da casa onde o gerente morava, no primeiro dia do mês de dezembro de 2015. O corpo só foi encontrado três dias depois já em estado de decomposição.

De acordo com o delegado que investiga o caso, André Luis de Mendonça Fernandes, a mãe e o casal de filhos tiveram participação direta no crime. Segundo a autoridade policial, o adolescente chegou a morar com a vítima que era homossexual e ainda trabalhou como diarista na frutaria onde Dorli era gerente.

Ao tomar conhecimento que Dorli receberia uma quantia aproximada de R$ 3 mil o adolescente teria tramado o roubo, para isso, contou com a ajuda da mãe e da irmã de 16 anos, que na época tinha 14 e ele 15. A menor teria ficado 'cuidando' a casa, enquanto o irmão e a mãe praticavam o crime.

André explica que os três foram até a casa de Dorli, e como já se conheciam, eles não tiveram problemas para entrar na residência. Quando o trio anunciou o roubo, houve reação por parte de Dorli, que foi atingido por uma paulada na cabeça e desmaiou. Em seguida, ele foi esfaqueado no peito, o que o levou a morte. O corpo foi enrolado em um cobertor e a vítima teve um saco plástico colocado na cabeça.

Foram roubados um celular, a bicicleta e uma certa quantia em dinheiro de Dorli.  Segundo o delegado, o trio passou a ser investigado logo após o crime, mas durante o decorrer das incursões, o trio chegou a ir até a delegacia para apontar supostos autores, e assim, tentar prejudicar as investigações.

"Durante esse tempo, depoimentos foram colhidos e provas foram juntadas no inquérito, como fala de testemunhas e áudios de conversas entre os envolvidos", relata o delegado.

Os três que estavam morando em Nova Alvorada do Sul foram detidos nesta terça-feira e conduzidos para delegacia de Rio Brilhante onde o caso era apurado. Mônica teve a prisão preventiva decretada pela justiça enquanto os dois filhos dela foram apreendidos e por serem menores devem ser encaminhados a UNEI (Unidade Educacional de Internação).

O adolescente confessou o crime, já a mãe e a irmã negam. Todos responderão por latrocínio, crime hediondo cuja pena varia de 20 a 30 anos de reclusão em caso de condenação. No caso dos menores, eles poderão permanecer em unidade de internação ou socioeducativa no máximo até os 21 anos.

 

O caso

Dorli era natural de Jardim foi para Rio Brilhante onde trabalhava em uma frutaria. O corpo foi encontrado com uma coberta enrolada na cabeça, um golpe de faca no tórax que ficou cravada na vítima, e um saco plástico na cabeça. O aparelho celular e a bicicleta de Dorli não foram localizados na residência.

Após o registro da ocorrência, policiais civis foram até a casa e precisaram arrombar a porta. Assim que entraram se depararam com o corpo já em estado de decomposição em cima de um colchão, vestido apenas com um short jeans.

Na época, uma vizinha disse à polícia que viu um homem saindo da casa com uma bicicleta, mas não conseguiu identificar quem era.

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