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Mãe que perdeu guarda dos filhos é presa por tramar atentado contra promotores

Segundo o MPE, informações foram fornecidas por familiares dela

17 MAI 2018
Thiago de Souza
19h34min
Prisão foi pedida pelo MPE por possível atentado Foto: Ana Cristina Santos

Maika Luzia Gomes Ramão de Almeida, 21 anos foi presa no último sábado (12), a pedido do Ministério Público Estadual em Três Lagoas. Ela estaria tramando um atentado contra promotores de Justiça e parentes, após decisão que tirou a guarda de um dos filhos dela.

Conforme o MPE, a informação do possível ataque foi fornecida espontâneamente por familiares dela. O Ministério Público entendeu que há elementos em redes sociais ''hábeis a demonstrar que Maika já vem de longa data engendrando campanha difamatória e caluniosa contra o Ministério Público, o que reforça a suspeita de trama de atentado'', diz a nota do MPE encaminhada à imprensa.

Segundo o JP News, o advogado de defesa de Maika, Rodrigo Narcizo dos Santos, apresentou pedido de revogação da prisão preventiva. No entanto, o Ministério Público deu parecer contrário.

''A revogação dessa prisão seria justificada com base em alteração fática que demonstrasse a ausência de riscos com a soltura da custodiada, o que por hora, nesse momento, entendemos que os riscos se fazem presentes”, disse a promotora Rosana Suemi. Caberá ao juiz da 2º Vara Criminal, Ronaldo Onofre Gonçalves, decidir sobre o pedido da defesa.

Destituição

Em 2015, Maika perdeu a guarda de dois filhos, com menos de três anos, que estão em uma casa de acolhimento e podem ser adotados. Uma ação sobre a perda da guarda tramita na Justiça.

Os promotores criminais não quiseram se manifestar sobre a destituição do poder familiar porque tramita na promotoria do membro do MPE que teria sofrido a ameaça. Eles também preferiram não revelar o nome da pessoa ameaçada.

Defesa

Maika chegou a comentar em sua página pessoal na rede social que perdeu a guarda dos filhos sob a alegação de que não cuidava das crianças, não tinha residência fixa e que morava em local insalubre. Argumentou, ainda, na publicação feita em janeiro deste ano que, já tinha melhorado de situação e estava casada novamente.

A suspeita disse também que os filhos sofriam maus-tratos em uma casa acolhedora, o que foi negado pela Secretaria de Assistência Social, responsável pelo órgão.

O advogado Rodrigo Narcizo dos Santos, que cuida do caso da prisão, disse que foram apresentados novos documentos nesta quinta-feira (17) e que está confiante em relação à decisão do juiz sobre a revogação da prisão preventiva.

 

 

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