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Menino que já precisou dormir ao relento é encaminhado ao abrigo após ser espancado

Madrasta e pai adotivo foram indiciados e liberados pela polícia

13 JUN 2018
Diana Christie
08h20min
Foto: Wesley Ortiz

Um menino de 11 anos foi encaminhado para o abrigo de Três Lagoas, cidade distante 326 quilômetros de Campo Grande, por ser vítima de agressões constantes por parte da madrasta de 33 anos. O Conselho Tutelar foi acionado na noite desta terça-feira (12), após uma denúncia de violência doméstica.

Segundo o jornal Patrulha News, uma equipe da Rádio Patrulha foi chamada até uma residência localizada no bairro Paranapunga por volta das 21h. No local, o menino foi correndo conversar com os policiais e disse que “não aguentava mais” ser agredido pela madrasta. Ele mostrou, inclusive, uma lesão no braço causada supostamente por uma mordida da mulher.

Vizinhos também foram conversar com a equipe policial e contaram que a situação havia saído do controle, pois quando a mulher e o pai adotivo do menino – um homem de 59 anos – fazem uso de bebida alcoólica, as agressões ficam mais violentas. Segundo os relatos, o menino já teve que dormir na carroceria de uma caminhonete, ao relento, para fugir das agressões. A vítima de 11 anos confirmou todas as histórias.

O pai adotivo do garoto, ao perceber que os militares estavam no local e conversando com os vizinhos, começou a dizer que não tinha chamado a polícia e mostrou “estar descontente” com a presença da equipe. Além disso, quando os policiais entraram na casa, a madrasta da criança foi em direção aos militares e começou a dizer: “agora eu te pego”, acreditando que seria o garoto.

A mulher teve que ser imobilizada e, com uso de algemas, foi colocada na viatura policial. Pai adotivo e esposa prestaram esclarecimentos na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e, após serem indiciados, foram liberados. A criança foi encaminhada para um abrigo, pois foi ameaçada pela madrasta de um acerto de contas.

O caso será repassado para a 1ª Delegacia de Polícia Civil e o Conselho Tutelar pedirá ao Ministério Público que a guarda do menino seja dada a um familiar.

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