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Mortos em confronto com a polícia teriam deixado uma família refém em assalto

Um deles já teria matado o próprio tio que foi assassinado com cinco tiros

17 FEV 2017
Anna Gomes
09h09min
Foto: Divulgação

Anderson Lustrozia Oliveira, 23 e Filiphe Chaparro de Oliveira,23, que morreram em confronto com o Batalhão de Choque na noite desta quinta- feira (17), possuíam uma vasta fixa criminal. A dupla também estaria envolvida em um assalto de uma residência no último dia 10 deste mês, onde com armas apontadas, a família ficou refém dos bandidos por cerca de quatro horas.

Na última terça-feira (14), a polícia conseguiu prender três pessoas e apreender um adolescente que também estavam envolvidos no assalto a família, mas na ocasião, Anderson e Filiphe teriam conseguido fugir.

A dupla era velha conhecida da polícia, Anderson teria passagens por furto e tráfico de drogas. Filiphe já teria respondido por porte ilegal de arma, roubo, embriaguez ao volante, falta de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e até já teria matado o próprio tio por uma herança.

Filiphe teria assassinado o tio, Mario Maciel de Oliveira, 46, no dia 18 de abril do ano passado. O crime aconteceu no Bairro Santo Eugênio, em Campo Grande. A vítima foi encontrada pela polícia alvejada com cinco disparos de arma de fogo e Filiphe teria fugido.

Confronto com o Batalhão de Choque

Na noite desta quinta-feira (17), a dupla teria contratado um motorista de um carro que trabalha  como 'Uber clandestino'. O condutor receberia a quantia de R$ 100 para levar a dupla para uma chácara. O primeiro suspeito foi pego no Bairro Bonança e o segundo no Jardim Noroeste.

Anderson estava armado com uma pistola .40 portuguesa e Filiphe com um revólver calibre 38. Durante o trajeto, na Rua Albert Sabin, os policiais do Batalhão de Choque resolveram abordar o veículo.


(Anderson 'ostentado' armas nas fotos)

Durante a abordagem os dois homens ficaram tão nervosos que tentaram fugir. Filiphe correu para o mesmo rumo, na Rua Abert Sabin roubou a motocicleta de um entregador de pizza, atirou contra a guarnição, que revidou atirando contra o suspeito. O suposto autor foi baleado com um tiro nas costas, foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu e acabou morrendo.

Já Anderson fugiu a pé em direção a Avenida Ludio Martins Coelho, se escondeu em uma região escura da via e atirou três vezes contra os policiais que também revidaram e o suspeito foi atingido por quatro tiros. Ele também foi socorrido e encaminhado para o Hospital Regional, mas foi a óbito a caminho da unidade de saúde.

O condutor do Celta prata, que diz ser pedreiro e tem 35 anos, relatou que iria levar a dupla para uma chácara, não fugiu e mesmo com uma extensa fixa criminal, disse que não sabia que os supostos passageiros eram criminosos. Ele foi ouvido pela polícia e liberado por falta de provas. 

 

 

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