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Além de acumular salários, presidente da Seleta é investigado por contratar irmão

Investigação está sendo realizada pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social

12 JAN 2017
Airton Raes
13h15min
Foto: André de Abreu
policia-interna1
semana do transito

O Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil para apurar suposto caso de nepostismo praticado pelo presidente da Seleta, Gilbraz Marques, na contratação de seu irmão utilizando recursos de convênio com a Prefeitura de Campo Grande.

A investigação está sendo realizada pelo promotor da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, Henrique Franco Cândia, a partir de denúncia anônima de que o presidente Gilbraz Marques teria empregado seu irmão, Gilberto Marques da Silva, pagando-o com dinheiro do convênio com a prefeitura de Campo Grande. O processo está em segredo de justiça.  

A entidade é alvo de investigação do Ministério Público, que encontrou diversas irregularidades incluindo prática de improbidade administrativa e crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa em convênios mantidos pelo município de Campo Grande com as entidades Organização Mundial para Educação Pré-Escolar do Estado de Mato Grosso do Sul (OMEP/BR/MS) e SELETA (Sociedade Caritativa e Humanitária – S.S.C.H) e seus dirigentes, prestadores de serviços e funcionários.

O MPE também apurou que o presidente da Seleta tinha, paralelamente, um cargo de funcionário da Omep (Organização Mundial para Educação Pré-escolar), recebendo pelos dois cargos. Os salários pagos pela Omep a Gilbraz ocorreram entre os meses de janeiro a abril de 2014, desde quando assumiu a presidência da Seleta, havendo incompatibilidade de horários entre as funções. O valor recebido durante o período, mais a rescisão de seu contrato sem justa causa, somam R$ 17.020,33.

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