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Mulher esconde gravidez de família, passa mal e aborta filho no Zé Pereira

Polícia investiga se houve manobra abortiva, infanticídio ou se ocorreu de maneira espontânea

12 JAN 2017
Rodson Willyams
09h51min
Foto: Geovanni Gomes / Arquivo

Investigadores da Polícia Civil trabalham para entender às circunstâncias em que ocorreu um caso de aborto. O fato aconteceu por volta das 3h20, desta quinta-feira (12), na Rua Prudêncio Tomaz, no Jardim Zé Pereira, em Campo Grande. A vítima perdeu muito sangue e o bebê morreu.

Segundo o registro policial, a mulher de 35 anos disse, em entrevista feita por policiais militares que atenderam a ocorrência, que foi dormir por volta das 19 horas de ontem (11), e que durante a madrugada, sentiu o lençol da cama molhado e que apenas cobriu-se. Mais tarde, ao tentar se levantar teria caído dentro do quarto.

A mulher disse aos policiais que havia escondido a gravidez da família. O fato foi confirmado pela filha da vítima, que alegou desconhecer o estado da mãe. A filha ainda relatou que, na quarta-feira, a mãe iria trabalhar, mas estranhou o fato dela demorar no banheiro.

Ao questioná-la, a mulher teria pedido para que pegasse uma Dipirona, pois estava com muita dor de cabeça. E que por isso permaneceu deitada. Durante a madrugada, a filha teria encontrado a mãe caída no chão e com sangue, então, acionou o Samu para que fizesse o atendimento à mãe e não havia percebido que havia um feto no quarto e nem escutado choro de criança.

Os policiais também questionaram a mãe da vítima, que chegou a dizer aos militares que desconfiava da gravidez, mas como não havia confirmado com a filha sobre a possibilidade teria ignorado a situação. A mulher foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa. O feto estava com 48 centímetros e era do sexo masculino.

A perícia esteve no local, a princípio relatou que não foi possível identificar se a criança havia nascido ou se houve algum tipo de manobra abortiva ou infanticídio cometido pela mãe. Durante a vistoria, não foi encontrado nenhum tipo de medicamento ou substância abortiva.

Somente, após um laudo necroscópico poderá ser atestado sobre quais foram as reais causa da morte do bebê. A mãe da mulher ainda relatou aos policiais, que a vítima teria perdido o pai recentemente e que desconfiava que a filha estaria em depressão. O caso foi registrado como morte a esclarecer na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro.

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