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Mulheres de presos mantinham cômodo próximo à Máxima para estocar drogas que entrariam no presídio

Pequenas porções de maconha e cocaína seriam entregues em dias de visita, segundo a polícia

13 FEV 2017
Amanda Amaral e Kerolyn Araújo
16h00min
Foto: Wesley Ortiz

Foram presas duas mulheres suspeitas de formarem esquema para facilitar a entrada de drogas no Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande. Conforme investigações da Denar (Delegacia de Especializada na Repressão ao Narcotráfico), Suelen Ortiz de Oliveira, 24 anos, e Rafaele Cristine Vozle Maria, 31, mantinham um cômodo no Jardim Noroeste para estocar os entorpecentes.

Os policiais chegaram até a dupla através de denúncia anônima, que apontou que nova entrega seria feita durante o período de visitação no domingo (12). Antes do horário de abertura dos portões, os agentes foram até a residência de Suelen, na Rua Atibaia, a apenas uma quadra do presídio.

No local, encontraram cilindros de maconha, totalizando 400 gramas. Questionada, Suelen afirmou que a droga seria entregue aos detentos por Rafaela, sua amiga que reside na casa ao lado.

Entre as residências, há um cômodo onde foi encontrado outro cilindro de maconha e mais 300 gramas de cocaína. O aluguel era dividido entre as vizinhas e funcionava como depósito também por outras esposas ou namoradas de presidiários, pois facilitava o transporte devido à proximidade ao presídio.

Conforme o delegado João Paulo Sartori, titular da Denar, Suelen também disse que foi contratada por terceiro apenas para embalar os entorpecentes, e que não entraria no presídio Rafaela também negou que iria entrar e alegou que a droga seria vendida nas ruas para bancar criação de filhos, dizendo que marido, preso por latrocínio, não tinha relação com o crime.

Ambas foram detidas pela polícia e já têm passagens por tráfico de drogas.

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