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Operação nacional contra pedofilia mira cinco alvos em Campo Grande; um deles é policial civil

Um suspeito pagou a fiança e foi liberado, outro não foi localizado e três seguem detidos

17 MAI 2018
Bruna Vasconcelos e Kerolyn Araújo
17h10min
Equipamentos eletrônicos foram apreendidos para análise Foto: Kerolyn Araújo

A mega operação de combate à pedofilia, batizada de Luz da Infância 2, mirou cinco alvos, nesta quinta-feira (17), em Campo Grande. Um dos suspeitos, um policial civil não identificado, ficará detido na Corregedoria até a audiência de custódia marcada para a próxima sexta-feira (17). 

Ao todo, a Operação investigou oito perfis em todo os Estado. Na Capital, cinco suspeitos foram identificados pelos policiais, mas um não foi localizado. Em todos os casos foram encontrados materiais pornográficos envolvendo crianças e adolescentes.

Marília de Brito Martins, delegada titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), traçou o perfil de cada um dos detidos para a imprensa.

O primeiro, um policial civil, de 36 anos, enquadrado por dois artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Art. 241 de fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; e apresentar, produzir ou divulgar, por qualquer meio de comunicação, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.

O segundo homem, apresentou-se para a delegada como “playboy”. A polícia não encontrou nada concreto em seus pertences, porém equipamentos como celular e computador foram apreendidos para análise. Ele acabou detido após a equipe encontrar munições de arma de fogo em sua residência. Beni, de 32 anos de idade é morador do bairro Chácara Cachoeira e foi solto após a família pagar uma fiança de quatro salários mínimos, em torno de R$ 3,8 mil.

O terceiro detido é um técnico em eletrotécnica, de 27 anos, que foi alvo de investigação por possuir e compartilhar os materiais pornográficos. Um músico, de 23 anos, também foi preso por guardar arquivos pornográficos infantis.

O quinto perfil é um homem misterioso. Os investigadores foram até a residência dele e apreenderam equipamentos eletrônicos utilizados para guardar e compartilhar arquivos.  O suspeito não foi localizado pela equipe, mas segue procurado.


Interior
No Interior do Estado, a Operação realizou mais três prisões.

Dourados:

O detido é um pintor, de 39 anos.  Ele possuía e compartilhava material pornográfico.

Glória de Dourados:

Um arquiteto, de 33 anos, também armazenava  e distribuía arquivos pornográficos. 

Naviraí:

Um auxiliar de serviços gerais, sem idade revelada, foi preso por guardar material de pornografia infantil.

Compartilhar material envolvendo crianças e adolescentes prevê uma pena de 3 a 6 anos de prisão; Possuir e armazenar os arquivos gera uma pena de 1 a 4 anos de prisão.

A operação nacional, efetivada em todos os estados, buscou os principais nomes de cada região.

Em Mato Grosso do Sul, a Operação Luz da Infância contou com uma força-tarefa das equipes do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Departamento de Polícia do Interior (DPI), Departamento de Recursos e Apoio Policial (DRAP) e Departamento de Inteligência Policial (DIP).

 

 

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