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Operação Herodes prende três pessoas por aborto em adolescente de 17 anos na Capital

A mãe da jovem foi presa, uma enfermeira que teria fornecido medicamento para o crime e um pedreiro

16 MAI 2017
Dany Nascimento e Anna Gomes
13h07min
Foto: Anna Gomes

Durante entrevista coletiva da Operação Herodes, que  visa combater a realização de abortos clandestinos, foi confirmada a prisão de três pessoas, acusadas de envolvimento no aborto de uma adolescente de 17 anos, no dia 15 de março em Campo Grande.

Após 60 dias de investigação, a polícia constatou que a adolescente interrompeu a gestação de 21 semanas, utilizando o medicamento Citotec, que teria sido fornecido por uma enfermeira de 38 anos,  no valor R$ 200 cada comprimido.

 Através de áudios, os policiais constataram ainda, que a mãe, de 37 anos, que trabalha como consultora,  teria submetido a adolescente ao aborto, já que por diversas vezes encaminhou áudios através de um aplicativo no celular, dizendo que a filha não teria a criança.

Além disso, a mãe contou com a participação de um pedreiro, que teria cavado uma cova de 1,20 metros de cumprimento com 60 cm de largura, para enterrar o feto, que estava dentro de uma caixa de sapato. A polícia tomou conhecimento do caso, após receber uma denúncia do pai da criança. A operação culminou na prisão da enfermeira, da mãe da adolescente e do pedreiro.

Conforme a polícia, a adolescente teria ingerido durante dois dias, em jejum, oito cápsulas de Citotec, alcançando um quadro de fraqueza e desidratação. Ao chegar no local, os policiais encontraram o feto, mas a adolescente teria assumido a culpa, alegando durante depoimento, que cometeu o crime sem a participação da mãe.

Porém, como a menor apresentou quadro clínico de fraqueza e desidratação, a polícia desconfiou da participação da mãe e de outras pessoas no crime, já que a adolescente não tinha marcas nas mãos causadas pela escavação de uma cova e não teria força para fazer a escavação após o crime.  O motivo do aborto, seria porque o pai da criança é 'pobre'.

Durante as investigações, os policiais constataram que a mãe teria feito a jovem abortar, com a colaboração da enfermeira, que forneceu o medicamento e o pedreiro, seria responsável pela escavação da cova. Ele teria utilizado ferramentas que a mãe pegou emprestada de uma vizinha, que não tinha conhecimento do crime. 

                                                                     

A polícia investiga ainda, a participação do namorado da mãe da adolescente no caso, já que o mesmo, alegou para a polícia, que no dia do crime, passou o dia em casa com a esposa, mas testemunhas confirmaram que a mulher estava com a filha no momento do crime. 

Uma quinta pessoa também está sendo investigada, por fornecer o medicamento para a enfermeira.  Diante disso, a mãe responderá pelo crime de aborto sem consentimento da gestante, ocultação de cadáver, corrupção de menores, associação criminosa. Já a enfermeira, reponde tráfico e associação ao tráfico. O pedreiro responde por participação no aborto, ocultação de cadáver e tráfico.

A coletiva contou com a participação da delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), Aline Sinotti, do delegado Bruno Henrique Urban, também da DEAIJ e do perito criminal legista do IMOL, Carlos Trindade Amaral. Com a prisão da mãe, a adolescente foi entregue ao pai.

 

 

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