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'Pacato e bom atirador', dizem policiais sobre PRF que matou empresário na Capital

Ricardo Hyun Su Moon era da Polícia Civil paulista antes de chegar a MS

6 JAN 2017
Thiago de Souza
07h00min
PRF após matar empresário e ferir dois em briga de trânsito Foto: Repórter Top

O policial rodoviário federal Ricardo Syun Su Moon, 46 anos, que matou o empresário Adriano Correia, 33, com cinco tiros após uma briga de trânsito, na manhã do dia 31 de dezembro, é descrito por colegas de profissão como 'pacato e bom atirador'.

Antes de chegar à PRF, Moon passou pela Polícia Civil de São Paulo, mais precisamente pela Delegacia Seccional de Polícia em Mogi-Guaçu. ''Ele saiu da Academia de Polícia na Capital (de SP) e veio direto pra cá'', conta o delegado da Delegacia Seccional de Mogi-Guaçu, José Antônio Carlos de Souza.

Souza diz que Moon não chegou a completar um ano na polícia civil paulista, mas que nesse período o agente tinha boa convivência com todos e 'nunca nos deu problema'. ''Por ser de origem oriental era uma pessoa pacata e reservada", lembra o delegado.

A seccional de Mogi-Guaçu, que comanda delegacias de oito cidades na região de Campinas, foi o último trabalho policial de Ricardo Moon antes de ingressar na Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul, onde era lotado na Base Operacional de Corumbá.

Em grupos de WhatsApp, pessoas supostamente colegas do agente defenderam a atitude do policial e destacaram que ele foi soldado na Coreia do Norte por cinco anos, ''agora é PRF aqui no MS'', diz a mensagem. Em outro trecho do texto, Moon é destacado como ''gente da melhor qualidade''. Nessa mensagem conhecidos disseram que Ricardo só atirou porque precisou se defender.  

Conforme apurou o TopMidiaNews, o sul-coreano, naturalizado brasileiro em 2010, Ricardo Moon era um expert em tiro. O agente já participou de vários campeonatos da FBTD (Federação Brasileira de Tiro Defensivo). Em 2013, o policial conquistou o 8°lugar  na categoria 'Hard Pistol'. Em uma outra competição, o policial ficou em 5° lugar na mesma categoria, além de ter participado de competições de tiros de fuzil.

Pedimos a assessoria de imprensa da PRF o contato de policiais rodoviários que conviveram com Ricardo Moon, porém a corporação disse que esse tipo de informação não é prestada pelo departamento.

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