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Polícia

Padrasto estupra enteada deficiente mental e família denuncia fuga

Tia da vítima acusa mãe de ser conivente com suspeito, que tem 21 anos

20 julho 2017 - 15h10Por Liziane Berrocal

A família de uma jovem deficiente mental usou as redes sociais para fazer uma denúncia de estupro contra Carlos Eduardo dos Santos, 21 anos. Segundo a denúncia, ele estuprou a enteada de 25 anos. Familiares levaram a menina até a delegacia da Mulher na Casa da Mulher Brasileira, onde o suspeito também foi levado, porém, ele foi liberado, já que a polícia alegou não ter tido flagrante. A vítima foi atendida por uma psicológa para quem teria contado tudo que aconteceu, 

A tia da deficiente Rosilda Lopes está indignada com a fuga do suspeito. “Minha sobrinha contou para a avó com quem ela vive que ele mexeu com ela. Levamos na Casa da Mulher Brasileira e ele foi junto, então, lá, ele foi liberado pois alegaram que não foi dado o flagrante”, contou.

Segundo a tia, a vítima reside com a avó e passa os finais de semana com a mãe. “Minha irmã garantiu que não sabia, e segundo minha sobrinha contou, enquanto a mãe dormia ou estava longe ele aproveitava para fazer as coisas com ela e exames comprovaram que ele teve relação sexual com a menina, que tem idade mental de uma criança de cinco anos”. A mãe da vítima tem 40 anos e seria esposa do suspeito. 

A revolta tomou conta de todos da família. “Agora, a mãe dele está nos ameaçando de processo, porque denunciamos ele e colocamos nas redes sociais, mas eu ouvi o choro da minha sobrinha e queremos justiça”.

Acusações

O caso gerou revolta até de quem mora longe. Uma tia que mora longe e que usou as redes sociais para fazer a denúncia conversou com a reportagem, e acusa a mãe de ser conivente com o caso.

“Pessoal esse sujeito da foto estuprou minha sobrinha em Campo Grande. Minha sobrinha é deficiente mental e essa mulher e a mãe da minha sobrinha e que foi conivente com tudo que aconteceu. Ela sabia de tudo e não denunciou e continuou em casa com ele. Agora ele está foragido. Por favor compartilhem até encontrá-lo.  O nome do bandido e Carlos Eduardo e conhecido como negrinho ou Dudu”, denunciou Leda Campos que mora no Rio Grande do Sul e estaria tentando vir para Campo Grande. Ela é tia paterna da vítima.

Manter relações sexuais com deficientes mentais é estupro de vulnerável

De acordo com o código penal o caso seria tratado como estupro de vulnerável, uma vez que o parágrafo primeiro aponta que prática o crime “quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”. A pena é de dez a vinte anos de reclusão.