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Câmara - Novembro

Polícia ainda procura assassinos de PM na Guaicurus e não descarta ação do crime organizado

Vítima tinha histórico conturbado na PM, com prisões no Brasil e no Paraguai

16 SET 2018
Thiago de Souza
07h00min
Ilson foi fuzilado pela manhã na Avenida Guaicurus Foto: Anna Gomes - TopMidiaNews

A Polícia Civil informou ao TopMídiaNews que ações continuam sendo feitas a fim de encontrar os responsáveis pela execução do sargento aposentado da Polícia Militar, Ilson Martins Figueiredo, na manhã do dia 11 de junho, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande. Apesar do histórico de vida conturbado da vítima, não está descartada ação do crime organizado.

Conforme o delegado titular da Delegacia de Homicídios, Márcio Shiro Obara, diligências continuam sendo feitas, mas detalhes não podem ser divulgados para não atrapalhar as investigações.

Obara informou que as linhas de investigação são amplas, mas questionado pelo TopMídiaNews sobre uma possível participação de traficantes de drogas, ele resumiu a dizer que o modus operandi do crime é típico de ações de facções criminosas.

''Tire suas próprias conclusões'', concluiu Obara.

Sargento Ilson foi preso duas vezes durante carreira na PM. (Foto: Wagner Guimarães\ALMS)

Histórico

O sargento aposentado e ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Ilson Martins Figueiredo teve história conturbada na Polícia Militar. Em 1982, ele tinha 27 anos e era cabo da corporação.

Naquele ano, ele, dois soldados e outro cabo foram presos suspeitos de assaltar posto de combustível, casa lotérica e assassinar duas pessoas.

Quinze dias depois das prisões, contudo, um homem foi capturado pela Polícia Civil e confessou os crimes, antes atribuídos aos militares.  

Os policiais foram expulsos da PM e alegaram terem sofrido até espancamento dentro do quartel para confessar os crimes. Ilson foi reincorporado à PM, onde ficou até se aposentar, em 1997.
 
Prisão no Paraguai

Ilson também chegou a ser preso em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, em 2008, por envolvimento com o pistoleiro Aparecido Roberto Nogueira, ''o Betão'', criminoso condenado a 20 anos de prisão pela justiça brasileira.

Betão estava foragido e em junho foi capturado por policiais, ao lado de Ilson e do policial civil Vladenilson Daniel Olmedo.

Na casa onde estava o trio, foram apreendidas duas pistolas, quatro revólveres, dois rifles, três fuzis, coletes à prova de balas. Em dinheiro, havia R$ 14,3 mil e 430 dólares.

Betão foi extraditado para o Brasil. Já Ilson e o outro policial passaram a responder o processo em liberdade.

O crime

Ilson Figueiredo foi executado pela manhã do dia 11 de junho, com mais de 20 tiros disparados de um fuzil, na Avenida Guaicurus, Jardim Moema.

Ele dirigia uma camionete Sportage de cor branca, quando teria sido cercado por uma caminhonete Toro de cor vermelha, onde os ocupantes dispararam vários disparos contra o policial, que perdeu o controle do carro e bateu contra o muro de uma empresa.

Logo depois, o veículo supostamente o usado pelos atiradores, foi localizado em  chamas, noutra região da cidade, a Lagoa Dourada. Figueiredo tentou reagir ao ataque e pegou sua arma, dentro do carro, mas não conseguiu atirar nem sequer uma vez.

O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios.

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