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Presa em MS por fraude na UFPR, mulher recebeu R$ 158 mil e tinha bolsa família

Operação 'research' da PF prendeu quatro pessoas, somente no Estado

15 FEV 2017
Thiago de Souza
18h44min
Operação envolveu PF e CGU contra fraudes na UFPR Foto: PF-PR

Das 28 prisões realizadas pela Polícia Federal em quatro estados do País, no âmbito da Operação Research, quatro foram cumpridas em MS. Entres os presos, está uma mulher, moradora de Maracaju, que recebeu R$ 158 mil. A suspeita era beneficiária do programa  bolsa família e era amiga das mentoras da fraude. 

Segundo a Polícia Federal, o esquema de desvio de dinheiro público na UFPR era comandado por Tânia Márcia Catapan, que é secretária da Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento e por Conceição Abadia de Abreu Mendonça, chefe do setor de Orçamento e Finanças no mesmo departamento. 

As duas foram presas na manhã desta quarta-feira (15), em Curitiba. Elas são acusadas de desviar R$ 7,3 milhões em verbas destinadas para bolsas de pesquisa, mas eram repassados a pessoas que não tinham nenhum vínculo com a universidade. Na verdade, os beneficiados eram pessoas do círculo de amizades das investigadas. Uma delas, presa na manhã desta quarta-feira, em Maracaju, não teve o nome revelado. Ela teria recebido, segundo a PF, R$ 158 mil das acusadas no estado vizinho. 

Outros três mandados de prisão foram cumpridos em MS, mas os presos não tiveram a identidade revelada. As quatro pessoas receberam um total de R$ 1,819 milhão. O quinto mandado de prisão ainda não foi cumprido. 

Ao todo, foram expedidos 79 mandados, entre prisão, condução coercitiva e busca e apreensão. Cerca de 200 pessoas, entre policiais federais e auditores da CGU e do TCU, participaram da operação. Os mandados foram cumpridos nas cidades paranaenses de Curitiba, São José dos Pinhais, Francisco Beltrão, Ponta Grossa, Almirante Tamandaré e Antonina, assim como nas cidades do Rio de Janeiro, Maracaju e Campo Grande.  

 

 

 

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