(67) 99826-0686

Presos na Papiros de Lama são professores de instituto ligado a Puccinelli Junior

João Paulo Calves e Jodascil Lopes tiveram a prisão temporária decretada

14 NOV 2017
Diana Christie
13h52min
Foto: Reprodução

Alvos de mandado de prisão temporária, João Paulo Calves e Jodascil Lopes são professores no Instituto Ícone de Ensino Jurídico. Para a PF (Polícia Federal), a empresa era usada para lavagem de dinheiro do pagamento de propinas para o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e o filho dele, o advogado e professor universitário André Puccinelli Junior.

"Se entende que o Ícone de Direito é o instituto que repassou valores ao senhor André Puccinelli Junior, tendo recebido desde a JBS quanto da Águas Guariroba valores de livros comprados da editora Saraiva, pois são repassados valores de direitos autorais, que são vários milhares", revela o delegado regional de combate ao crime organizado da PF, Cleo Mazzotti.

Segundo a PF, as empresas continuaram pagando propinas ao grupo ligado ao ex-governador mesmo depois que ele deixou o poder. As informações coletadas através de documentos foram corroboradas através de delação premiada de Ivanildo da Cunha, conhecido como 'cervejeiro'.

"Dois pontos, o Ivanildo admitiu que era operador. A JBS disse que entregou, Ivanildo garante que recebeu e repassou o dinheiro. Não é só o testemunho dele, documentos comprovam. É claro que quem paga propina não vai dar um recibo. No caso da Lama Asfáltica não teve recibos, mas teve planilhas", explica Cléo Mazzotti.

João Paulo Calves e Jodascil Lopes tiveram a prisão temporária decretada, o que significa que eles podem ficar presos por até cinco dias, prorrogáveis por mais cinco dias. Já Puccinelli e o filho estão presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado.

Além das prisões, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de condução coercitiva, 24 de busca e apreensão e do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas foram cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP), com a participação de mais de 300 Policiais Federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal. 

Veja também