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Com material bélico pesado, quadrilha pretendia resgatar líder durante consulta médica na Capital

Diante da informação, PF, Choque e Agepen prenderam os membros da quadrilha especializada em contrabando de armas

13 JUN 2017
Rodson Willyams
11h52min
Foto: Rodson Willyams

Investigação que começou em março deste ano, a partir da apreensão de um aparelho celular e uma arma de fogo em uma cela do presídio de Três Lagoas, resultou na prisão de quatro pessoas nesta terça-feira (13), em Campo Grande. A quadrilha especializada em contrabando de armas de fogo estava altamente equipada com poderio bélico e pretendia resgatar o seu líder, Thiago Vieira, durante consulta médica que ocorreria na próxima semana.

Segundo o Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Cleo Matusiak Mazzotti, durante cruzamento informações, foi possível perceber que os integrantes da quadrilha tinham um plano de resgate desde Três Lagoas e, mesmo com a transferência para Campo Grande, o grupo ainda pretendia agir para resgatar Thiago Vieira.

"Nós precisávamos agir rápido. Eles tinham a intenção de fazer o resgate que poderia ocorrer durante exame em uma clínica no centro da cidade, ou durante o transporte da escolta, ou no caminho. Certamente, devido ao poderio bélico, haveria vítimas fatais", pontuou Manzzotti.

Durante a ação realizada em parceria com o Batalhão de Choque e com agentes da Agepen, hoje pela manhã, os agentes da Polícia Federal juntamente com as demais forças, conseguiram apreender cinco pistolas 9mm, 21 carregadores de pistola, cinco coletes a prova de balas, sendo três de uso interno e outro ostensivo; duas pistolas doze, de uso restrito, além de munições de calibres 12. 9mm, e .40. E mais um kit roni, que potencializa armas.


Armas apreendidas pelas forças policiais.

Segundo o coronel Marcus Pollet, do Choque, o Batalhão deu apoio no cumprimento dos mandados de busca e apreensão e na prisão em flagrantes de Dário Aparecido de Almeida Junior, que havia saído do regime fechado há dois meses após cumprir pena por tráfico de drogas; Deivison Julho Lorival de Souza Oliveira; e Matheus da Silva Alves. Na lista ainda está Mayara Alves de Souza, que seria namorada de Thiago, que estava preso na Máxima.

"Todos foram presos na região do Bairro Rita Veira, Itamaracá e Vila Morumbi. Os três homes foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada. Com ele foi encontrada, na residência, a maior parte das armas. Na residência de Mayara, os policiais encontraram uma pistola, além de relógios de marca e R$ 8 mil em dinheiro", disse.


Operação na região do Rita Vieira.

Durante a ação, três veículos foram apreendidos, sendo um Honda Civic, um Fiesta e uma motocicleta. "Tudo é fruto da comercialização das armas, uma vez que todos não tinham ocupação", disse o delegado Caio Martins de Lima, da Polícia Federal de Três Lagoas.

Ainda durante a Operação Cerberus, o Batalhão de Choque auxiliou a revista de busca e apreensão na cela de Thiago, na Máxima, em Campo Grande. Lá, com apoio de agentes da Agepen, os policiais localizaram três aparelhos celulares.

Segundo a Polícia Federal, Thiago vem atuando há certo tempo e demonstra que tem muitos contatos, principalmente, na região da fronteira, uma vez que conseguia tirar as armas do Paraguai e comercializá-las na região sudeste do país, principalmente no Rio de Janeiro.

Diante da operação considerada um sucesso, cada um dos autores pode pegar até 28 anos detenção, caso condenados pela Justiça. Todos podem ser enquadrados por crimes como posse ilegal de armas, cujo o Código Penal prevê pena de 3 a 6 anos; Comércio de Armas, onde no mesmo CP, prevê de 4 a 8 anos de detenção; fuga de preso, de 2 a 6 anos; e por fim, formação de organização criminosa, que prevê pena de 3 a 8 anos. Todos os envolvidos foram encaminhados para à sede da Polícia Federal, em Campo Grande. 

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