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Responsável por aborto que matou jovem cobrava R$ 600 por 'remédio'

Técnico de laboratório já havia sido preso em 2010 pelo mesmo crime

10 JAN 2017
Kerolyn Araújo
17h00min
Foto: Reprodução/ Facebook

O técnico de laboratório Dnilson Rodrigues Nunes, 40 anos, suspeito de fornecer o remédio abortivo que resultou na morte de Aline dos Reis Franco, 26 anos, no início do mês de dezembro, se apresentou à polícia na tarde de ontem (10) e está preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva.

De acordo com informações do delegado Rodrigo Nunes Zanotta, da delegacia de Polícia Civil de Guia Lopes da Laguna, Dnilson trabalhava no Hospital Municipal de Porto Murtinho e cobrava R$ 600 pelo medicamento abortivo.

Segundo a polícia, o suspeito não desviava o remédio do hospital, já que ele não tinha acesso ao setor. "Estamos investigando como Dnilson conseguia o produto", explicou. Com venda proibida no Brasil, a suspeita é de que o medicamento foi adquirido no Paraguai.

A amiga de Aline, que levou a vítima para Porto Murtinho para cometer o aborto, também responderá pelo crime.

Segunda prisão pelo mesmo crime

Conforme o delegado, Dnilson já havia sido preso em flagrante em 2010 pelo mesmo crime. Na ocasião, uma jovem que também tentava fazer um aborto passou mal após ingerir o medicamento. Apesar da gravidade do caso, a vítima sobreviveu. 

O caso

Aline morreu no dia 6 de dezembro dentro de uma ambulância na cidade de Jardim. A jovem, grávida de dois meses, teria ido com uma amiga para Porto Murtinho, onde realizaria um aborto. Após tomar o medicamento e passar mal, a mulher foi encaminhada ao hospital da cidade, mas não contou aos médicos sobre a gravidez.

Com a piora no quadro clínico, Aline foi encaminhada para Campo Grande, mas não resistiu e morreu dentro da ambulância. 

A amiga que acompanhava a jovem na realização do suposto aborto foi até um cartório e fez uma certidão de óbito constando insuficiência respiratória aguda e traumatismo craniano encefálico. 

No velório, a mãe da vítima desconfiou do caso, acionou a polícia e cerimônia foi interrompida. 

 

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