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Segurança admite que MS virou 'fonte' de armas pra criminosos de todo País

Para enfrentar o problema e coibir a entrada de armas no Estado, a secretaria destaca o aumento dos investimentos nas fiscalizações

8 OUT 2017
Diana Christie
07h00min
Droga e arsenal apreendidos pela PRF na BR-262 Foto: Reprodução/PRF
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Victor Hugo - 28 anos

Com apreensões frequentes de armamento pesado, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) admite que a fronteira entre Mato Grosso do Sul e os países vizinhos vem sendo usada como porta de entrada de armas para abastecer facções criminosas em outros estados.

“Existe possibilidade, prova disso são as recentes apreensões não só em Mato Grosso do Sul, mas também no interior de São Paulo e Paraná”, revela o secretário-adjunto de Segurança, delegado Antonio Carlos Videira, que substitui José Carlos Barbosa, o Barbosinha, durante as férias do titular.

Para enfrentar o problema e coibir a entrada de armas no Estado, o secretário destaca o aumento dos investimentos nas fiscalizações. “[Está sendo feita a] intensificação da fiscalização nas vias que dão acesso ao Paraguai e a Bolívia, além da atuação efetiva da área de inteligência”, revela.

Na avaliação de Videira, os cortes anunciados pelo Governo Federal, que reduziu os repasses para a segurança pública, com diminuição do orçamento, por exemplo, da PRF (Polícia Rodoviária Federal), estão refletindo no trabalho da polícia na fronteira.

“O efetivo que já era pequeno agora ficou limitado com os cortes, principalmente em relação à atuação na fronteira, onde a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública tem atuado efetivamente através do DOF (Departamento de Operações de Fronteira)e a Polícia Rodoviária Estadual”, diz.

Investimentos

Por parte do governo estadual, o secretário enfatiza a importância do Programa MS Mais Seguro que, segundo ele, “é considerado o maior programa desta área da história do Estado, que já está em sua quarta etapa”.

Na primeira etapa, foram entregues 230 novos armamentos, 137 equipamentos de proteção individual e 67 viaturas, com investimentos de R$ 6,8 milhões. A segunda entrega contou com 903.258 munições, 265 armas, 2.383 equipamentos de proteção pessoal e 154 viaturas, que somaram R$ 11,1milhões.

Na terceira etapa, foram 85 viaturas, 60 armamentos e 3.582 equipamentos de proteção no valor de R$ 14,1 milhões. Já na quarta, foram entregues 314 viaturas, sendo 137 destinadas à PM, 120 à Polícia Civil, sete para a Agepen, dez para a Perícia, 36 ao Corpo de Bombeiros e quatro à Sejusp, que somam investimentos estaduais de mais de R$ 43,8 milhões.

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nando viana

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