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'Serial killer' do Danúbio Azul é condenado a quase 30 anos por tráfico e exploração sexual

Nando foi condenado pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, titular da 7ª Vara Criminal

29 NOV 2017
Dany Nascimento
08h52min
Foto: Polícia Civil

O ‘serial killer’ do bairro Danúbio Azul, Luiz Alves Martins Filho, conhecido na região como Nando, foi julgado e condenado a 29 anos, 10 meses e 10 dias e multa de mil dias pelos crimes cometidos em Campo Grande. Ele foi condenado pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, titular da 7ª Vara Criminal da Capital, diante dos crimes de tráfico de drogas e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente.

Conforme a decisão, Nando organizava e participava de orgias regadas a drogas e chamava adolescentes viciados e usuários para participar. Ele é acusado de praticar esses atos desde 2010 e, com o auxílio de outros seis denunciados, cometia os crimes. No total, 10 menores são apontados como vítimas.

Nando negou ser autor dos delitos, mas uma oitiva com mais de 20 pessoas, entre vítimas, testemunhas e acusados confirmou que ele seria o cabeça do esquema. “No caso, restou demonstrado que o acusado, por inúmeras vezes, fornecia substância entorpecente como pagamento dos favores sexuais com as vítimas da exploração sexual, bem como também vendia substância entorpecente aos diversos usuários da região”, concluiu o juiz.

Sobre a condenação dos outros envolvidos, o juiz pontuou que não existem elementos suficientes para condenação, já que não foi encontrado ‘nenhum vínculo associativo estável ou permanente, nem a formação de um grupo para fomento do tráfico, necessários para a configuração do crime’.

“Não restam dúvidas que o acusado teve participação central no delito de exploração sexual, sendo o seu principal executor, mas não verifico que os acusados tenham se unido e se estruturado para praticarem os crimes”, afirmou o juiz.

Pela exploração sexual, Nando foi condenado a 19 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, que, somados à pena aplicada pelo crime de tráfico de drogas, totalizam quase 30 anos de condenação. Ele já tinha condenação por atentado violento ao pudor e responde por outros processos criminais, acusado de vários homicídios, destruição e ocultação de cadáveres e porte ilegal de armas.

De acordo com o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), as condenações diante dos crimes que Nando responde pode aumentar o tempo em que ele deve permanecer preso.  

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