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Vídeo gravado por agentes da Unei foi mal interpretado e usado politicamente, diz sindicato

Nas imagens, servidores encenam em tom sarcástico entrevista de delegado sobre caso Kauan

11 SET 2017
Amanda Amaral
15h16min
Foto: Reprodução/Youtube

Após a divulgação de vídeo em que dois agentes penitenciários aparecem aos risos em encenação que dialogam sobre a investigação do caso Kauan, menino de nove anos vítima de abuso sexual e homicídio, o Sindsad (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Adminitração de Mato Grosso do Sul) entra em defesa da dupla. Ambos atuam na Unei (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco, onde foram filmados.

Para o órgão, houve interpretação precipitada sobre o conteúdo das imagens, que teriam sido divulgadas ‘com intenção de prejudicar o sindicato em ano de eleição’, já que um dos protagonistas do vídeo é também membro da diretoria atuante e concorre novamente. Para a presidente do Sindsad, Lilian Fernandes, a proporção tomada com a situação é ‘injusta’.

“Os agentes estão sendo ‘linchados’ pelas redes sociais, como se desrespeitassem o trabalho da Polícia Civil, o que não é verdade. O respeito por esses profissionais é enorme, foi uma brincadeira que, em nenhum momento, teve intenção de zombar do delegado ou deste caso”, diz.

Lilian explica que, em conversa com os agentes, foi informada que o vídeo divulgado é apenas de uma parte da brincadeira. A intenção, segundo eles, teria sido a de caçoar o homem que responde como ‘delegado’, já que o mesmo teria sido aprovado na primeira fase do concurso público para o cargo e, se assumisse o posto, precisaria ‘treinar’ suas respostas sobre casos policiais.

“Foi uma simulação de prova oral. Sobre ter sido justamente sobre o caso Kauan, é porque haviam acabado de ver uma reportagem na televisão, em horário de almoço. O contexto colocado no vídeo não é verdadeiro, foi para prejudicar mesmo os agentes”, diz Lilian Fernandes, que também é assistente social e advogada e se diz ‘extremamente preocupada’ com a repercussão do fato.

Os dois devem responder administrativamente à Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública). Deve ser apurado, também, quem foi a pessoa responsável pela filmagem e divulgação das imagens. 

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