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Criticado, sindicato aponta ‘falta de transparência’ em concurso da Polícia Civil

Segundo o Sinpol, uma das maiores preocupações é a demora para nomear os aprovados

14 JUN 2017
Diana Christie
15h15min
Foto: Sinpol

Criticado pela Adepol (Associação dos Delegado de Polícia) por anunciar que ingressaria com ação judicial para suspender o concurso público para preenchimento de 210 vagas para delegado, escrivão e investigador, o Sinpol-MS (Sindicato da Polícia Civil) rebateu as acusações e destacou falta de transparência na realização do edital.

Uma das maiores preocupações é a demora para nomear os aprovados, justamente por “falta de recursos” para pagamento. “Toda contratação gera impacto financeiro e se a crise anunciada pela administração estadual é tão grande assim, provavelmente ela durará até o final de sua gestão”, analisou o presidente do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda.

De acordo com o sindicato, o edital estava engavetado há meses e foi publicado justamente agora que a categoria está acampada em frente à Governadoria em protesto ao Governo do Estado. Também destaca que a suspensão do concurso é apoiada por parte dos candidatos às vagas anunciadas.

Conforme o Sinpol-MS, a bacharel em Direito, Vânia Bernardes, está estudando para o concurso há cerca de dois anos e que a suspensão. “O sindicato está lutando também pelo meu futuro. Se eu ingressar na instituição, quero ter todo meu esforço e dedicação valorizados. A ação impetrada no início do certame não nos prejudica, pois ainda há tempo hábil para resolução da questão ”, afirmou.

Com projeto de concorrer por uma vaga de escrivã, Miriã Ribeiro destaca que, justamente por ser um concurso da Polícia Civil, o processo deve ter lisura. “Corriqueiramente vemos casos de fraudes em concursos e favorecimentos. O Sinpol-MS está certo em pedir transparência em todos os atos, pois assim será mais difícil a prática das cartas marcadas”.

O Sinpol-MS ainda alega que diversos candidatos ao concurso procuraram o sindicato pessoalmente, via redes sociais e e-mails, solicitando intervenção para suspensão do certame, pois “os prazos estão apertados, há dubiedade em alguns itens e o site está com mal funcionamento para fazer a inscrição”.

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