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Testemunhas afirmam que agente penitenciário foi espancado antes de atirar em pedreiro

Adilson Ferreira dos Santos foi morto na madrugada do dia 23 de setembro de 2017 no estacionamento de um shopping da Capital

16 ABR 2018
Kerolyn Araújo
18h03min
Foto: Wesley Ortiz

Mais uma audiência do caso da morte do pedreiro Adilson Ferreira dos Santos, 23 anos, assassinado a tiros no dia 23 de setembro do ano passado no estacionamento de um shopping da Capital, foi realizada na tarde desta segunda-feira (16), 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O acusado do crime, o agente penitenciário federal Joseilton de Souza Cardozo, participou da audiência, porém ainda não foi ouvido.

Durante a audiência quatro testemunhas de defesa foram ouvidas pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, entre eles uma agente penitenciária federal e um militar, ambos amigos de Joseilton, e três mulheres que estavam no show e presenciaram a briga que resultou na morte do pedreiro.

As três testemunhas que estavam no local no momento do crime afirmaram que Adilson agrediu muito o agente penitenciário antes de ser baleado. ''Ele (Adilson) estava batendo muito no acusado. Chegaram a separar a briga, mas ele se soltou e continou batendo no homem, que estava caído no chão'', disse uma das testemunhas.

Conforme o advogado de defesa, José Roberto da Rosa, todas as testemunhas de acusação no Estado já foram ouvidas. Agora, faltam três testemunhas de defesa. 

''Meu cliente ficou destruído após as agressões. Quando fui visitá-lo um dia após o ocorrido, ele estava arrebentado e isso está comprovado no laudo", ressaltou.

A próxima audiência sobre o caso está marcada para o dia 20 de junho. Na ocasião, o juiz ouvirá o agente penitenciário federal.

 

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