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Vídeo: servidores de Unei debocham de investigação sobre morte de Kauan

Imagens teriam sido gravadas em horário de expediente

11 SET 2017
Rodson Willyams
07h00min
Foto: Reprodução

Falta de respeito. É assim que um leitor do TopMídiaNews classifica vídeo encaminhado para a reportagem em que um servidor público, em pleno horário do expediente, aparece 'zombando' das investigações sobre a morte do menino Kauan Andrade, 9 anos. "Servidor público em horário de serviço zombando da dor da família do menino Kauan e zombando da Polícia de MS. Achei muita falta de respeito", destaca. 

Segundo o leitor, que preferiu não se identificar, o homem que aparece nas imagens seria membro da diretoria do Sindsad/MS (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Administração do Estado de Mato Grosso do Sul) e chefe do plantão da Unei Dom Bosco.
 
No vídeo, o homem ainda não identificado aparece entrevistando outro colega, que se passa por delegado, enquanto outro grava. Ainda é possível ouvir a voz de uma mulher, indicado que há, pelo menos, quatro pessoas no local. 

Ao apresentar uma suposta entrevista com delegado, o homem começa afirmando. "...antes o delegado responsável pela investigações da morte do garotinho Kauan, de nove anos, o corpo do mesmo não foi encontrado ainda, mas investigações prosseguem. Mas vamos questionar o doutor Luciano, que teria resposta para a sociedade sobre essa situação do corpo que não foi encontrado". O colega responde: "por enquanto trabalhando na investigação [e o resto fica inaudível]". Após a fala, todos começam a rir. 

A reportagem entrou em contato com a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) para se pronunciar sobre o assunto no dia 5 de setembro, porém, até o presente momento, não obteve retorno. 

Assista: 

Caso Kauan 

Segundo os delegados responsáveis pela investigação, o titular da DEPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente), Paulo Sergio Lauretto, e Aline Sinoti, responsável pela Deaj (Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude), depois de amordaçar e estuprar Kauan Andrade, de 9 anos, até a morte, o professor Deivid de Almeida, 38 anos, obrigou quatro adolescentes a terem relação sexual com o cadáver da criança.

Na sequência, o suspeito utilizou um facão para esquartejar o menino e colocou os pedaços do corpo dentro de um saco de lixo preto. Em seguida, colocou o saco no carro e ordenou que todos entrassem no veículo, se deslocando até o córrego Anhanduí, próximo ao bairro Iracy Coelho.

Deivid teria deixado o saco no local e, em seguida, levado cada adolescente para casa, fazendo diversas ameaças de morte.  A polícia acredita que após deixar os adolescentes, Deivid voltou ao local, recolheu o corpo e levou para a residência, esquartejando ainda mais, dando um sumiço no cadáver.

A investigação

A perícia utilizou um produto químico para identificar marcas de sangue no local do crime e constatou que o suspeito teria utilizado diversos produtos de limpeza para se livrar das marcas. “O material está degradado, porque ele usou muito produto de limpeza que, inclusive, ainda tinha uma grande quantidade no banheiro e ele alega que era viciado em comprar produtos e por isso tinha muitos”, disse Lauretto.

Dois adolescentes estão apreendidos e a polícia aguarda a conclusão de alguns laudos, que não ficaram prontos devido a degradação do material encontrado. Almeida continua preso e a polícia já pediu a prisão temporária dele por estupro de vulnerável seguido de morte. O corpo do menino, até o momento, não foi encontrado. 

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