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Na mira da Lava Jato, Vander depende de STF para se salvar

O caso tramita em segredo de Justiça

27 NOV 2016
Rodson Willyams
09h30min
Foto: Geovanni Gomes / Arquivo

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República, Vander Loubet, deputado federal pelo PT de Mato Grosso do Sul, terá a vida definida pelo Supremo Tribunal Federal. Há a expectativa de que a ação que pode até condenar o petista. seja avaliada ainda neste ano

Em junho deste ano, Vander foi oficialmente denunciado pela PGR e teve a ação acatada pelo STF. O caso ainda permanece sem definição e corre sob segredo de Justiça.

Na época da denúncia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot pediu ao Supremo que abrisse uma ação penal contra o deputado de Mato Grosso do Sul. Janot afirma que houve elementos suficientes que comprovaram o recebimento de 'vantagens indevidas' do parlamentar para atuar na manutenção de dirigentes da BR Distribuidora. 

Segundo a peça, mantida sob segredo de Justiça, foram encontrados indícios de corrupção passiva no valor de R$ 1.028.866,00, entre 2012 e 2014.. As transações teriam sido feita pela empresa Arbor Consultoria Assessoria, ligada ao doleiro Alberto Yousseff. O procurador então, suspeitou que a movimentação seria para pagar propina a envolvidos no esquema. 

No entanto, durante análise, a área técnica do MPF, questionou ao Bradesco referente às possíveis transferências na conta de Vander, uma vez, que a defesa do petista afirmou que a movimentação bancária eram depósitos em espécie feito pelo próprio congressista e não transferência para o doleiro. 

Diante da alegação, o Bradesco apresentou uma retificação afirmando que eram depósitos em espécies. O fato então, chamou a atenção novamente da PGR, em que estranhou que o banco retificar somente, às quatro operações contestada pela defesa, alvo da denúncia, em que o deputado teria recebido transferência justamente, de empresa importante dentro da investigação da Lava Jato. Em razão disso, o caso voltou a ser apurado.  

Denúncia
Em dezembro de 2015, além de Loubet, mais quatro pessoas foram denunciadas pela Procuradoria ao STF, por participação em organização criminosa que atuou dentro da Petrobras. O grupo teria ainda teria praticado crimes como lavagem de dinheiro e corrupção passiva, tendo recebido no esquema valor de R$ 1 milhão, entre 2012 e 2014. 

Conforme documento feito por Janot, cita que o ex-ministro do governo Collor, Pedro Paulo Leoni Ramos, atuava como operador do senador e ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, no desvios de recursos. Era Pedro Paulo que repassava dinheiro para Vander, ambos foram denunciados. 

O deputado de Mato Grosso do Sul está no primeiro grupo de políticos investigados pela Lava Jato. Em março deste ano, um inquérito foi aberto contra ele, Janot pedia a investigação por estar supostamente associado ao lobista Lorge Luz e ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em que discutiam repasse de dinheiro para o ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), também investigado no mesmo inquérito. 

À Polícia Federal, Vander negou envolvimento e recebimento de vantagens financeiras em contratos da Petrobras. O processo segue tramitando. 

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