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Apesar de receio dos servidores, sindicatos acreditam em pagamento integral do 13º

Folha da prefeitura custa R$ 107 milhões; para sindicatos, prefeitura possui dinheiro em caixa para pagar subsídios

13 OUT 2017
Thiago de Souza
11h23min
Marquinhos diz que equipe se esforça para pagar 13º Foto: André de Abreu/Arquivo
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Victor Hugo - 28 anos

Embora a prefeitura de Campo Grande não tenha confirmado o pagamento do 13º salário de forma integral, sindicatos que representam servidores municipais acreditam no depósito do benefício no fim do ano. No entanto, prometem mobilização caso haja algum problema com o dinheiro extra.

Em entrevistas anteriores, Marquinhos Trad (PSD) disse que ele e sua equipe estão fazendo todos os esforços necessários para que o 13º seja pago em dezembro. Ele citou cortes em despesas com servidores e o programa de refinanciamento de dívidas como fontes de recursos para bancar o benefício.

Lucílio Nobre, presidente da ACP, sindicato que representa a educação municipal, com cerca de 6 mil filiados, diz ter ouvido que a prefeitura está procurando meios para pagar em dia, mas que ainda nada foi confirmado.

''Eles dizem que estão fazendo economias. Antes do tempo não da pra gente sofrer, mas acho que vamos receber sim'', comentou o sindicalista.

No entanto, Lúcilio é enfático ao falar das providências que serão tomadas caso o benefício não caia na conta na data certa.

''Vamos acionar a Justiça. Se ele [prefeito] não cumprir com os prazos, vamos nos mobilizar e cabe à Justiça bloquear os bens do município. Não aceitamos escalonamento. 13º é direito, e direito não se negocia'', destacou.

Já o presidente do Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais), Marcos Tabosa, disse que os servidores estão com medo de não receber o pagamento do benefício. Disse crer que o benefício será pago,  mas que o prefeito age de forma errada ao fazer especulações sobre o dinheiro extra.

''O prefeito vai na mídia e cria situações. Fica dizendo que não tem nada certo. Isso põe em dúvida a própria equipe dele'', comentou Tabosa.

O dirigente diz que Campo Grande é uma cidade com 'potencial imenso' de arrecadação e acha que, com as medidas tomadas até o momento, é bem provável que já tenha direito para pagar o benefício.

''Ele [Marquinhos Trad] pode estar valorizando o passe. É como se diz: vende dificuldades para colher facilidades para depois dizer: 'Ah, minha equipe conseguiu tomar as medidas certas e pagar o funcionalismo'', explicou.

A folha de pagamento municipal está em torno de R$ 107 milhões. Uma outra medida anunciada pela gestão atual  é antecipar o leilão da gestão desse dinheiro para os bancos, com a expectativa é arrecadar R$ 50 milhões.

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nando viana

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